Glicemia e hemoglobina glicada: para que servem e quando fazer?
A glicemia de jejum e a hemoglobina glicada (HbA1c) rastreiam o diabetes tipo 2 e a pré-diabetes. A SBD recomenda o rastreamento para todos a partir dos 35 anos, e antes disso para quem tem fatores de risco.
Pra que serve?
A glicemia de jejum mede o açúcar no sangue naquele momento. A HbA1c mostra a média dos últimos 2 a 3 meses. Juntas, identificam o diabetes tipo 2 e a pré-diabetes, fase em que ainda dá para evitar ou adiar a doença.
Por que fazer?
O diabetes tipo 2 pode ficar anos sem sintomas enquanto já prejudica olhos, rins, nervos e coração. Na pré-diabetes, mudanças na alimentação, atividade física e perda de peso reduzem bastante a chance de evoluir para diabetes.
De quanto em quanto tempo?
A partir dos 35 anos, o rastreamento vale para todos. Antes dos 35, é indicado para quem tem sobrepeso ou obesidade e pelo menos mais um fator de risco, como pai, mãe ou irmão com diabetes, pressão alta, sedentarismo, síndrome dos ovários policísticos ou diabetes gestacional. Se o resultado for normal, repita a cada 3 anos. Com pré-diabetes ou vários fatores de risco, o controle costuma ser anual.
Atenção: Um resultado alterado isolado precisa ser confirmado. Ter diabetes na família, sozinho, não obriga o exame antes dos 35 anos: ele entra quando se soma a excesso de peso ou a outro fator de risco.
Fontes
- Sociedade Brasileira de Diabetes. Diagnóstico de diabetes mellitus – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2026. Disponível em: Diagnóstico de diabetes mellitus – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2026 (Sociedade Brasileira de Diabetes). Acesso em: 28/09/2026.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde.

