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Colesterol alto

Dieta para colesterol alto: o que muda no prato

O que realmente mexe no colesterol, quanto a alimentação consegue baixar o LDL e as trocas que valem mais a pena.

5 min de leitura
Nesta página
  1. Resumo rápido
  2. O que é colesterol alto?
  3. Quanto a alimentação consegue baixar o colesterol?
  4. O que comer para baixar o colesterol?
  5. O que é melhor evitar?
  6. Quais são os primeiros passos?
  7. Com a dieta posso deixar de tomar remédio?
  8. Perguntas frequentes
  9. Referências

Resumo rápido

  • O maior vilão do colesterol na comida não é o colesterol do alimento, e sim as gorduras saturadas e trans.
  • A Diretriz Brasileira de 2025 recomenda menos de 7% das calorias em gordura saturada e zero de gordura trans.
  • Fibras (aveia, feijões, frutas), gorduras boas (azeite, castanhas, peixes) e menos ultraprocessados ajudam a baixar o LDL.
  • A dieta pode reduzir o LDL em cerca de 10 a 15%, às vezes mais, com a soma das estratégias.
  • Em quem tem risco alto, a dieta soma ao remédio, mas não o substitui.

O que é colesterol alto?

O colesterol é uma gordura necessária ao corpo, produzida em grande parte pelo fígado. O problema é o excesso de LDL, o "colesterol ruim", que se deposita na parede das artérias e forma placas. Com o tempo, essas placas podem levar ao infarto e ao AVC.

O HDL, o "colesterol bom", ajuda a retirar o excesso das artérias. E os triglicerídeos são outra gordura do sangue, que sobe com açúcar, álcool e excesso de peso. Eles têm um artigo próprio: triglicerídeos altos.

A meta de LDL depende do risco de cada pessoa. Pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025, a meta vai de menos de 115 mg/dL (risco baixo), 100 (intermediário), 70 (alto), 50 (muito alto) até menos de 40 mg/dL em quem tem risco extremo, como quem já teve mais de um evento cardiovascular.

Quanto a alimentação consegue baixar o colesterol?

Cerca de 70 a 80% do colesterol do sangue é produzido pelo próprio corpo, e a genética pesa bastante. Mesmo assim, a alimentação faz diferença:

  • Trocar gordura saturada por gorduras insaturadas pode baixar o LDL em torno de 10%.
  • Aumentar as fibras solúveis, como as da aveia e do feijão, reduz mais alguns pontos.
  • Perder peso, quando há excesso, melhora o LDL, os triglicerídeos e o HDL.

Somadas, essas mudanças podem reduzir o LDL em 10 a 15% ou mais. Em pessoas com LDL muito alto ou risco cardiovascular elevado, o remédio costuma ser necessário, e a dieta continua importante.

O que comer para baixar o colesterol?

GrupoBoas escolhas
FibrasAveia, farelo de aveia, feijões, lentilha, grão-de-bico, frutas com casca, verduras
Gorduras boasAzeite de oliva, óleo de canola, abacate, castanhas, nozes, amendoim sem sal
PeixesSardinha, salmão, atum, tilápia, ao menos 2 vezes por semana
Proteínas magrasFrango sem pele, cortes magros de carne, ovos, tofu
LaticíniosLeite e iogurte desnatados, queijos brancos com menos gordura
Grãos integraisArroz integral, pão e macarrão integrais

Veja a lista completa em alimentos que baixam o colesterol.

O que é melhor evitar?

  • Carnes gordas e processadas: costela, picanha com capa, cupim, linguiça, salsicha, bacon, salame.
  • Frituras, principalmente em óleo reaproveitado.
  • Manteiga, banha, creme de leite e queijos amarelos em grande quantidade.
  • Biscoitos recheados, bolos industrializados, sorvetes cremosos e salgadinhos, que podem ter gordura saturada e, às vezes, gordura trans.
  • Óleo e gordura de coco usados como se fossem saudáveis: eles são ricos em gordura saturada.
  • Açúcar em excesso e álcool, que sobem os triglicerídeos. A diretriz recomenda evitar o álcool.

Entenda a diferença entre as gorduras em gorduras boas e ruins.

Quais são os primeiros passos?

  1. Troque a manteiga pelo azeite no pão, na salada e no preparo.
  2. Escolha cortes magros e tire a gordura aparente e a pele do frango antes de cozinhar.
  3. Inclua aveia todos os dias: cerca de 4 colheres de sopa de farelo de aveia ou 6 a 7 de aveia em flocos (cerca de 40 g de farelo ou 60 a 70 g de flocos), que podem ser divididas ao longo do dia.
  4. Mantenha o feijão no almoço e no jantar.
  5. Coma peixe 2 vezes por semana, como sardinha ou tilápia assada.
  6. Asse, grelhe ou cozinhe em vez de fritar.
  7. Troque o biscoito do lanche por fruta com castanhas.

Com a dieta posso deixar de tomar remédio?

Depende do seu risco. Em pessoas com risco baixo e LDL pouco elevado, a mudança de estilo de vida pode ser suficiente. Em quem já teve infarto, AVC, tem diabetes com outros fatores de risco ou LDL muito alto (acima de 190 mg/dL, por exemplo), o remédio costuma ser indispensável.

Nunca suspenda a estatina ou outro remédio por conta própria. A dieta e o remédio somam efeito.

LDL acima de 190 mg/dL, principalmente com casos de infarto precoce na família, pode indicar hipercolesterolemia familiar, uma condição genética que exige avaliação médica.

Perguntas frequentes

Quem tem colesterol alto pode comer ovo?

Pode. Para a maioria das pessoas, 1 ovo por dia não aumenta o risco cardiovascular. Veja os detalhes no artigo sobre ovo e colesterol.

Magro pode ter colesterol alto?

Pode. A genética tem grande peso no colesterol. Por isso, todos os adultos devem fazer o exame periodicamente.

Quanto tempo a dieta leva para baixar o colesterol?

As mudanças no LDL costumam aparecer em 4 a 6 semanas. Por isso, o exame de controle geralmente é repetido após 2 a 3 meses.

Óleo de coco baixa o colesterol?

Não. O óleo de coco é rico em gordura saturada e pode aumentar o LDL. Prefira o azeite de oliva ou o óleo de canola.

Exercício ajuda a baixar o colesterol?

Ajuda, principalmente a aumentar o HDL e a baixar os triglicerídeos. O efeito sobre o LDL é menor, por isso a alimentação é tão importante.

Referências

  1. Rached FH, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2025;122(9):e20250640. Disponível em: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 (SBC).
  2. World Health Organization (WHO). Trans fat. Fact sheet. Disponível em: Trans fat (OMS).
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2. ed. Brasília, 2014. Disponível em: Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde).
Escrito porEditora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde
Revisado porMédico Clínico Geral · CRM 5293516-6

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

Vanessa Miranda

Editora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde

Diogo Strauch Ribeiro

Médico Clínico Geral · CRM 5293516-6