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Primeiro trimestre

Sexo na gravidez: tá liberado?

Na maioria dos casos, sim, está liberado. Entenda por que o sexo não machuca o bebê, como o desejo muda e em quais situações é melhor dar uma pausa.

4 min de leitura Publicado em Revisado em
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  1. Resumo rápido
  2. Sexo na gravidez é seguro?
  3. Por que a vontade muda?
  4. Quais posições são mais confortáveis?
  5. Quais cuidados tomar?
  6. Quando é melhor evitar?
  7. Perguntas frequentes
  8. Referências

Resumo rápido

  • Em uma gravidez sem complicações, sexo é seguro e não machuca o bebê.
  • O bebê fica protegido pelo líquido amniótico, pelas paredes do útero e por um tampão de muco no colo do útero.
  • É normal a vontade mudar ao longo da gravidez: pode diminuir, aumentar ou variar de um trimestre para outro.
  • Um pequeno sangramento depois da relação pode acontecer, mas deve ser contado no pré-natal.
  • Em situações como placenta baixa, sangramento ou risco de parto prematuro, a equipe pode orientar uma pausa.

Sexo na gravidez é seguro?

Sim. Para a grande maioria das gestantes, ter relações sexuais durante a gravidez é seguro, do começo ao fim. O sexo não causa aborto e não machuca o bebê.

O bebê está bem protegido: ele fica dentro do útero, que é um músculo forte, envolvido pelo líquido amniótico, que amortece os movimentos. Além disso, o colo do útero fica fechado por um tampão de muco, que ajuda a impedir a entrada de micróbios.

O orgasmo pode causar algumas contrações leves na barriga, que passam em poucos minutos. Isso é normal e não indica trabalho de parto.

Por que a vontade muda?

Os hormônios, o corpo que muda e as emoções mexem com o desejo, e cada mulher vive isso de um jeito. De forma geral:

  • Primeiro trimestre: enjoo, cansaço e seios doloridos costumam diminuir a vontade.
  • Segundo trimestre: muitas mulheres sentem o desejo voltar, e até aumentar, com mais disposição e mais sangue circulando na região íntima.
  • Terceiro trimestre: a barriga grande, o desconforto e a ansiedade com o parto podem diminuir a vontade de novo.

O parceiro também pode ter receios, como o medo de machucar o bebê. Conversar abertamente sobre o que cada um está sentindo é a melhor forma de passar por essa fase juntos. Carinho, beijos, massagem e outras formas de intimidade também contam.

Quais posições são mais confortáveis?

No começo da gravidez, praticamente nada muda. Conforme a barriga cresce, algumas posições ficam mais confortáveis:

  • De lado, com o parceiro por trás, que evita peso sobre a barriga.
  • A mulher por cima, que deixa ela controlar o ritmo e a profundidade.
  • Sentada na beira da cama ou apoiada em almofadas.

A partir do segundo trimestre, evite ficar muito tempo deitada de barriga para cima, porque o peso do útero pode causar tontura. Use travesseiros para ajustar a posição e respeite os limites do corpo.

Quais cuidados tomar?

  • Camisinha: use se tiver um parceiro novo ou se houver risco de infecções sexualmente transmissíveis. Infecções como sífilis e HIV podem passar para o bebê.
  • Sexo oral: é seguro, mas o parceiro nunca deve soprar ar dentro da vagina.
  • Sexo anal: não passe do sexo anal para o vaginal sem trocar a camisinha ou fazer a higiene, para não levar bactérias para a vagina. As hemorroidas, comuns na gravidez, podem deixar a região mais sensível.
  • Lubrificante: pode ajudar, porque a sensibilidade da região muda na gravidez. Prefira os à base de água.
  • Brinquedos sexuais: podem ser usados, desde que bem limpos.

Um sangramento pequeno depois da relação pode acontecer, porque o colo do útero fica mais sensível e com mais vasos na gravidez. Conte sempre ao profissional do pré-natal.

Quando é melhor evitar?

Em algumas situações, a equipe do pré-natal pode orientar uma pausa nas relações com penetração ou no orgasmo, como:

  • Placenta baixa, chamada de placenta prévia, depois da metade da gravidez.
  • Sangramento vaginal sem causa definida.
  • Bolsa rota, quando o líquido amniótico está vazando.
  • Risco de parto prematuro ou colo do útero curto.

Procure atendimento se tiver sangramento intenso, perda de líquido, dor forte ou contrações que não param depois da relação.

Perguntas frequentes

O sexo pode machucar o bebê?

Não. O bebê fica protegido pelo útero, pelo líquido amniótico e pelo tampão de muco no colo do útero. A penetração não chega até ele.

Sangrei um pouco depois da relação. É grave?

Um sangramento pequeno pode acontecer porque o colo do útero fica mais sensível na gravidez. Conte ao profissional do pré-natal. Se o sangramento for intenso ou vier com dor, procure atendimento.

Sexo no fim da gravidez ajuda o parto a começar?

É uma crença popular, mas os estudos não mostram que o sexo consiga iniciar o trabalho de parto. Se a gravidez está sem complicações, ele pode continuar até o fim, se o casal quiser.

Orgasmo pode causar contrações?

Pode causar contrações leves e passageiras, que são normais. Se as contrações ficarem fortes, regulares ou não passarem, procure avaliação.

É normal não ter vontade nenhuma na gravidez?

É normal. A libido muda muito com os hormônios, o cansaço e as emoções. Converse com o parceiro e, se isso estiver causando sofrimento, fale sobre o assunto no pré-natal.

Referências

  1. Mayo Clinic. Sex during pregnancy: What's OK, what's not. Disponível em: Sex during pregnancy: What's OK, what's not (Mayo Clinic). Acesso em: 27/09/2026.
  2. Tommy's. Is it safe to have sex in pregnancy? Disponível em: Is it safe to have sex in pregnancy? (Tommy's). Acesso em: 27/09/2026.
  3. Kavanagh J, Kelly AJ, Thomas J. Sexual intercourse for cervical ripening and induction of labour. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2001. Disponível em: Sexual intercourse for cervical ripening and induction of labour (Cochrane). Acesso em: 27/09/2026.
  4. nidirect, Northern Ireland. Sex during pregnancy. Disponível em: Sex during pregnancy (nidirect). Acesso em: 27/09/2026.
  5. Brasil. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Cadernos de Atenção Básica, n. 32. Brasília, 2012. Disponível em: Atenção ao pré-natal de baixo risco (Ministério da Saúde). Acesso em: 27/09/2026.
Escrito porEditora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde
Revisado porMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

Vanessa Miranda

Editora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde

Diogo Strauch Ribeiro

Médico Clínico Geral — CRM 5293516-6