Resumo rápido
- O parto é considerado prematuro quando acontece antes de 37 semanas de gravidez. No Brasil, isso acontece com cerca de 1 em cada 10 bebês.
- Contrações regulares, dor nas costas que vai e volta, pressão no pé da barriga, perda de líquido ou sangramento são sinais de alerta.
- Parto prematuro anterior, colo do útero curto, gravidez de gêmeos e infecções estão entre os principais fatores de risco.
- Para quem tem risco, a progesterona e, em alguns casos, a cerclagem ajudam a prevenir.
- Se o parto prematuro começar, remédios como o corticoide ajudam a amadurecer os pulmões do bebê.
O que é parto prematuro?
Uma gravidez completa dura cerca de 40 semanas. Quando o bebê nasce antes de 37 semanas, o parto é chamado de prematuro ou pré-termo. Quanto mais cedo o nascimento, mais o bebê pode precisar de cuidados especiais, porque alguns órgãos, principalmente os pulmões, ainda estão amadurecendo.
| Idade gestacional ao nascer | Classificação |
|---|---|
| Antes de 28 semanas | Prematuro extremo |
| De 28 a 31 semanas e 6 dias | Muito prematuro |
| De 32 a 36 semanas e 6 dias | Prematuro moderado a tardio |
A maioria dos prematuros nasce entre 32 e 36 semanas e, com o cuidado adequado, se desenvolve muito bem.
Quais são os sinais de parto prematuro?
- Contrações regulares, com a barriga ficando dura várias vezes em uma hora, mesmo em repouso.
- Cólicas parecidas com as da menstruação.
- Dor nas costas, na parte de baixo, que vai e volta.
- Pressão no pé da barriga, como se o bebê estivesse empurrando para baixo.
- Mudança no corrimento, que fica aguado, com muco ou com sangue.
- Perda de líquido pela vagina, em jato ou escorrendo aos poucos.
- Sangramento vaginal.
Se tiver algum desses sinais antes de 37 semanas, procure a maternidade no mesmo dia. Quanto antes a avaliação, mais opções a equipe tem para proteger o bebê.
É comum a barriga endurecer algumas vezes ao longo do dia, principalmente no fim da tarde ou depois de esforço. Essas são as contrações de treinamento, que costumam ser irregulares e melhorar com descanso e hidratação. O que chama atenção é quando elas ficam regulares e frequentes ou vêm acompanhadas dos outros sinais.
Quem tem mais risco?
- Parto prematuro em gravidez anterior, o principal fator de risco.
- Colo do útero curto, visto no ultrassom transvaginal.
- Gravidez de gêmeos ou mais bebês.
- Infecções, como infecção urinária e algumas infecções vaginais.
- Sangramento na gravidez e problemas de placenta.
- Pressão alta, pré-eclâmpsia e diabetes.
- Intervalo curto entre as gestações, menos de 18 meses.
- Fumo, álcool e outras drogas.
- Idade abaixo de 17 ou acima de 35 anos.
Muitas vezes, porém, o parto prematuro acontece em mulheres sem nenhum fator de risco conhecido.
Dá para prevenir?
Nem todo parto prematuro pode ser evitado, mas algumas medidas fazem diferença:
- Fazer o pré-natal completo, desde o início da gravidez.
- Tratar infecções, incluindo a infecção urinária sem sintomas, descoberta no exame de urina.
- Não fumar e evitar álcool e outras drogas.
- Controlar a pressão e o diabetes.
- Medir o colo do útero com ultrassom transvaginal no segundo trimestre, quando indicado.
Para gestantes com colo do útero curto ou com parto prematuro anterior, a equipe pode indicar a progesterona, geralmente usada pela vagina. Em alguns casos, é feita uma cerclagem, um ponto no colo do útero para ajudar a mantê-lo fechado.
O que acontece se o parto prematuro começar?
Na maternidade, a equipe avalia as contrações, o colo do útero, a bolsa e o bem-estar do bebê. Se for mesmo trabalho de parto prematuro, algumas medidas ajudam a proteger o bebê:
- Corticoide: injeções que aceleram o amadurecimento dos pulmões do bebê, usadas geralmente entre 24 e 34 semanas.
- Remédios para diminuir as contrações: usados por pouco tempo, principalmente para dar tempo de o corticoide fazer efeito ou de transferir a gestante para um hospital com UTI neonatal.
- Sulfato de magnésio: antes de 32 semanas, ajuda a proteger o cérebro do bebê.
- Antibiótico, quando a bolsa rompe antes da hora ou para prevenir a infecção do bebê pelo estreptococo do grupo B.
Se o bebê precisar nascer antes, o ideal é que o parto aconteça em um hospital com UTI neonatal.
Perguntas frequentes
Repouso absoluto evita parto prematuro?
Não. Os estudos não mostram que o repouso na cama previna o parto prematuro, e ele pode trazer riscos, como trombose e perda de força muscular. A equipe pode orientar diminuir esforços em alguns casos.
Relação sexual pode causar parto prematuro?
Em uma gravidez sem complicações, não. Em algumas situações, como sangramento, placenta prévia ou risco de parto prematuro, a equipe pode orientar evitar.
Barriga dura é sinal de parto prematuro?
Nem sempre. A barriga endurece algumas vezes ao dia por causa das contrações de treinamento. Procure atendimento se elas ficarem regulares e frequentes ou vierem com dor, perda de líquido ou sangramento.
Quem teve um parto prematuro vai ter outro?
O risco é maior, mas muitas mulheres têm gestações seguintes a termo. Conte para a equipe logo no início do pré-natal, porque existem medidas de prevenção.
Com quantas semanas o bebê prematuro consegue sobreviver?
Com os cuidados de UTI neonatal, a chance de sobrevivência aumenta muito a cada semana. A partir de 32 semanas, a grande maioria dos bebês vai muito bem.
Referências
- Martinelli KG, et al. Prematuridade no Brasil entre 2012 e 2019: dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos. Revista Brasileira de Estudos de População, 2021. Disponível em: Prematuridade no Brasil entre 2012 e 2019 (Revista Brasileira de Estudos de População). Acesso em: 27/09/2026.
- Brasil. Ministério da Saúde. Manual de gestação de alto risco. Brasília, 2022. Disponível em: Manual de Gestação de Alto Risco (Ministério da Saúde). Acesso em: 27/09/2026.
- American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Preterm Labor and Birth. FAQ. Disponível em: Preterm Labor and Birth (ACOG). Acesso em: 27/09/2026.
- World Health Organization (WHO). WHO recommendations on interventions to improve preterm birth outcomes. Genebra, 2015. Disponível em: Interventions to improve preterm birth outcomes (OMS). Acesso em: 27/09/2026.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

