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Terceiro trimestre

Exames da reta final

Estreptococo B, cardiotocografia, ultrassom e os exames de sangue repetidos: o que cada um procura e por que eles são importantes antes do parto.

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  1. Resumo rápido
  2. Quais exames são feitos na reta final?
  3. Por que repetir exames que já deram normal?
  4. O que é o exame do estreptococo B?
  5. Para que servem o ultrassom e o doppler?
  6. O que é a cardiotocografia?
  7. Dicas para a reta final
  8. Perguntas frequentes
  9. Referências

Resumo rápido

  • No terceiro trimestre, vários exames do começo da gravidez são repetidos, como hemograma, sífilis, HIV e hepatite B.
  • Repetir os testes de infecção ajuda a tratar a tempo qualquer infecção nova e a proteger o bebê no parto.
  • Entre a 35ª e a 37ª semana, é feito o exame do estreptococo do grupo B.
  • Ultrassom, doppler e cardiotocografia avaliam o bem-estar do bebê e são pedidos conforme a necessidade.
  • Leve todos os resultados e a Caderneta da Gestante para a maternidade.

Quais exames são feitos na reta final?

ExameQuandoPara que serve
HemogramaPor volta de 28 a 32 semanasVer se há anemia antes do parto
Sífilis, HIV e hepatite BNo terceiro trimestre e, em alguns casos, na internação para o partoDescobrir e tratar infecções novas
ToxoplasmoseRepetida em quem não tem proteçãoIdentificar uma infecção nova
Urina e uroculturaNo terceiro trimestreProcurar infecção urinária
Coombs indiretoPara quem é Rh negativoProcurar anticorpos contra o sangue do bebê
Estreptococo do grupo BEntre 35 e 37 semanasSaber se é preciso antibiótico no parto
Ultrassom, doppler e cardiotocografiaQuando indicadosAvaliar o crescimento e o bem-estar do bebê

Os exames exatos e as datas podem variar um pouco de acordo com o serviço e com a sua história.

Por que repetir exames que já deram normal?

Um resultado normal no começo da gravidez mostra como você estava naquele momento. Infecções como sífilis, HIV e hepatite B podem ser adquiridas durante a gestação, muitas vezes sem sintomas.

Repetir os exames no terceiro trimestre permite tratar a tempo e tomar medidas para proteger o bebê no parto e na amamentação. Na internação para o parto, muitas maternidades também fazem testes rápidos, principalmente de sífilis.

O hemograma é repetido porque a anemia costuma aparecer ou piorar no fim da gravidez, e é importante chegar ao parto com uma boa reserva de sangue.

O que é o exame do estreptococo B?

O estreptococo do grupo B é uma bactéria que vive no intestino e na vagina de muitas mulheres saudáveis, sem causar nenhum sintoma. O problema é que ela pode passar para o bebê durante o parto e, raramente, causar uma infecção grave no recém-nascido.

O exame é simples: uma coleta com cotonete na entrada da vagina e no ânus, entre a 35ª e a 37ª semana. Não dói e não precisa de preparo.

Se o resultado for positivo, não há nada a tratar durante a gravidez. Você recebe antibiótico na veia durante o trabalho de parto, o que reduz muito a chance de o bebê se infectar. Por isso, é importante levar o resultado para a maternidade.

Para que servem o ultrassom e o doppler?

O ultrassom do terceiro trimestre avalia o crescimento do bebê, a quantidade de líquido amniótico, a posição do bebê e a placenta. Ele não é obrigatório para todas as gestantes, mas é muito pedido, principalmente quando a barriga está menor ou maior que o esperado.

O doppler é um tipo de ultrassom que mede o fluxo de sangue no cordão umbilical e em alguns vasos do bebê. Ele mostra se a placenta está levando sangue e oxigênio suficientes. É indicado em situações como pressão alta, diabetes ou suspeita de que o bebê não está crescendo bem.

O que é a cardiotocografia?

A cardiotocografia registra os batimentos do coração do bebê e as contrações do útero por cerca de 20 a 40 minutos. Você fica sentada ou deitada de lado, com duas cintas na barriga, e às vezes aperta um botão sempre que sente o bebê mexer.

O exame é indolor e mostra como o coração do bebê reage aos movimentos e às contrações. Ele é pedido em situações específicas, como diminuição dos movimentos, pressão alta, diabetes ou gravidez que passou de 40 semanas, e é muito usado também durante o trabalho de parto.

Se você perceber que o bebê está se mexendo menos, não espere o próximo exame agendado. Procure atendimento no mesmo dia.

Dicas para a reta final

  • Guarde todos os resultados em uma pasta e anote na Caderneta da Gestante.
  • Leve os exames para as consultas e para a maternidade, principalmente o tipo de sangue, os testes de infecção e o resultado do estreptococo B.
  • Pergunte sobre qualquer resultado que não tenha entendido. Cada número precisa ser lido junto com a sua história.

Perguntas frequentes

O exame do estreptococo B deu positivo. O bebê vai ter infecção?

Na grande maioria das vezes, não. Com o antibiótico na veia durante o trabalho de parto, o risco de o bebê se infectar fica muito baixo. Avise a equipe da maternidade assim que chegar.

Vou fazer cesárea marcada. Preciso do exame do estreptococo B?

Em geral, sim, porque o trabalho de parto ou a bolsa podem romper antes da data marcada. Siga a orientação da sua equipe.

A cardiotocografia é feita em todas as gestantes?

Não durante a gravidez. Ela é pedida em situações específicas. Durante o trabalho de parto, o coração do bebê é acompanhado por cardiotocografia ou pelo sonar, conforme o caso.

O ultrassom do fim da gravidez mostra o peso exato do bebê?

Não. O peso calculado pelo ultrassom é uma estimativa e pode variar algumas centenas de gramas para mais ou para menos, principalmente no fim da gravidez.

Posso fazer os exames na maternidade?

Os exames do pré-natal são feitos na unidade de saúde ou no laboratório. Na maternidade, podem ser feitos testes rápidos na internação. Por isso, levar os resultados do pré-natal é tão importante.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Cadernos de Atenção Básica, n. 32. Brasília, 2012. Disponível em: Atenção ao pré-natal de baixo risco (Ministério da Saúde). Acesso em: 27/09/2026.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais. Brasília, 2022. Disponível em: PCDT de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais (Ministério da Saúde). Acesso em: 27/09/2026.
  3. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Prevention of Group B Streptococcal Early-Onset Disease in Newborns. Committee Opinion n. 797, 2020. Disponível em: Prevention of Group B Streptococcal Early-Onset Disease in Newborns (ACOG). Acesso em: 27/09/2026.
  4. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Special Tests for Monitoring Fetal Well-Being. Disponível em: Special Tests for Monitoring Fetal Well-Being (ACOG). Acesso em: 27/09/2026.
  5. MedlinePlus, National Library of Medicine. Nonstress Test. Disponível em: Nonstress Test (MedlinePlus). Acesso em: 27/09/2026.
Escrito porEditora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde
Revisado porMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

Vanessa Miranda

Editora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde

Diogo Strauch Ribeiro

Médico Clínico Geral — CRM 5293516-6