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Natação

Cloro, pele, cabelo e ouvido: cuidados

Como evitar o ressecamento do cloro, a otite de piscina e outros incômodos de quem nada com frequência, e quando é hora de procurar o médico.

4 min de leitura Publicado em Revisado em
Nesta página
  1. Resumo rápido
  2. Por que o cloro incomoda?
  3. Como cuidar da pele?
  4. E o cabelo?
  5. Como proteger os olhos?
  6. O que é a otite de piscina e como evitar?
  7. E as micoses e verrugas nos pés?
  8. Perguntas frequentes
  9. Referências

Resumo rápido

  • O cloro é importante para matar germes da água, mas pode ressecar a pele e o cabelo e irritar os olhos.
  • Tome uma ducha antes e depois de nadar e hidrate a pele. Molhar o cabelo antes e usar touca ajudam a protegê-lo.
  • A otite de piscina é uma infecção do canal do ouvido causada pela umidade. Secar bem as orelhas e evitar cotonetes previne.
  • Use chinelo nos vestiários para evitar micoses e verrugas nos pés.
  • Dor forte no ouvido, febre ou pus precisam de avaliação médica.

Por que o cloro incomoda?

O cloro é usado nas piscinas para matar bactérias, vírus e outros germes, e é essencial para a segurança da água. O problema é que ele também remove a oleosidade natural da pele e do cabelo, o que pode causar ressecamento, coceira e fios mais ásperos.

Além disso, quando o cloro reage com suor, urina e outras sujeiras que as pessoas levam para a água, formam-se substâncias chamadas cloraminas. São elas as principais responsáveis pelo "cheiro forte de piscina", pelos olhos vermelhos e pela irritação das vias respiratórias. Por isso, tomar ducha antes de entrar na água ajuda você e todos os outros nadadores.

Como cuidar da pele?

  • Ducha antes de nadar: a pele molhada com água limpa absorve menos água da piscina.
  • Ducha depois de nadar, com sabonete suave, para remover o cloro.
  • Hidrate a pele logo depois do banho, com ela ainda um pouco úmida.
  • Evite banhos muito quentes depois da piscina, que ressecam ainda mais.
  • Use protetor solar resistente à água em piscinas descobertas.

Quem tem dermatite atópica ou pele muito sensível pode ter mais irritação. Vale conversar com o dermatologista sobre cremes de barreira e hidratantes adequados.

E o cabelo?

  • Molhe o cabelo com água limpa antes de entrar na piscina. Fios já molhados absorvem menos água com cloro.
  • Use touca, de preferência de silicone.
  • Lave o cabelo logo depois de nadar e use condicionador ou máscara de hidratação.
  • Cabelos loiros ou descoloridos podem ficar esverdeados, principalmente por causa de metais como o cobre na água. Xampus específicos para nadadores ajudam.

Como proteger os olhos?

Os óculos de natação são o melhor jeito de evitar olhos vermelhos, ardência e visão embaçada depois do treino. Escolha um modelo que vede bem sem apertar demais. Se os olhos ficarem irritados, lave com água limpa ou soro fisiológico.

Quem usa lentes de contato não deve nadar com elas sem óculos de natação por cima, pelo risco de infecções graves na córnea. O ideal é usar óculos de natação com grau.

O que é a otite de piscina e como evitar?

A otite de piscina, ou otite externa, é uma infecção do canal do ouvido, geralmente por bactérias, que se aproveitam da umidade que fica no ouvido depois de nadar. Ela é muito comum no verão e em crianças.

Sinais: coceira, vermelhidão, dor ao puxar a orelha ou apertar a entrada do ouvido, sensação de ouvido tampado, secreção e, nos casos mais fortes, dor intensa e febre.

Como prevenir:

  • Seque bem as orelhas com a toalha e incline a cabeça para cada lado para a água escorrer.
  • Se precisar, use o secador de cabelo em temperatura baixa, a uma boa distância da orelha.
  • Use protetor de ouvido ou touca que cubra as orelhas, se tiver otites frequentes.
  • Não use cotonetes, grampos ou outros objetos dentro do ouvido. Eles machucam a pele e facilitam a infecção.
  • Para quem tem otites repetidas, existem gotas preventivas para usar depois de nadar. Use apenas com orientação médica, principalmente se tiver tubo de ventilação ou perfuração no tímpano.

E as micoses e verrugas nos pés?

Vestiários e bordas de piscina são ambientes quentes e úmidos, onde fungos e vírus se espalham com facilidade. Para evitar frieira, micose de unha e verrugas plantares:

  • Use chinelo nos vestiários e nas áreas ao redor da piscina.
  • Seque bem os pés, principalmente entre os dedos.
  • Não compartilhe toalhas.

Procure atendimento se tiver dor forte no ouvido, febre, pus saindo do ouvido, perda de audição, inchaço ao redor da orelha, olho muito vermelho com dor ou visão embaçada que não melhora, ou lesões de pele que se espalham. Não nade com diarreia, para não contaminar a água.

Perguntas frequentes

Posso nadar com otite?

O ideal é não nadar até a infecção melhorar, geralmente por alguns dias, conforme orientação médica. A água pode piorar a inflamação.

Cloro faz mal à saúde?

Nas concentrações usadas em piscinas bem mantidas, não. Ele é essencial para evitar infecções. O incômodo vem principalmente do ressecamento e das cloraminas em piscinas mal ventiladas.

Asmáticos podem nadar?

Sim, e a natação costuma ser bem tolerada. Piscinas cobertas mal ventiladas podem irritar as vias respiratórias. Leve o remédio de resgate e siga a orientação médica.

Usar cotonete depois da piscina ajuda?

Não. O cotonete empurra a cera, pode machucar a pele do canal e aumenta o risco de otite. Seque só a parte de fora com a toalha.

Óculos de natação com grau existem?

Sim. Existem modelos com grau, que são a opção mais segura para quem usa lentes de contato ou óculos.

Referências

  1. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Estimated burden of acute otitis externa, United States, 2003–2007. Morbidity and Mortality Weekly Report, 2011. Disponível em: Estimated burden of acute otitis externa (CDC, MMWR). Acesso em: 27/09/2026.
  2. Mayo Clinic. Swimmer's ear: symptoms and causes. Disponível em: Swimmer's ear (Mayo Clinic). Acesso em: 27/09/2026.
  3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Swimming and ear infections, 2020. Disponível em: Swimming and ear infections (CDC). Acesso em: 27/09/2026.
Escrito porEditora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde
Revisado porMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

Vanessa Miranda

Editora Técnica e Enfermeira Mestre em Saúde

Diogo Strauch Ribeiro

Médico Clínico Geral — CRM 5293516-6