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Coqueluche

Conheça as formas da coqueluche, seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais cuidados fazem parte do tratamento.

Editora: Vanessa MirandaRevisão técnica: Diogo Strauch Ribeiro, Médico Clínico Geral — CRM 5293516-6

O que é a coqueluche?

A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Esta doença afeta as vias respiratórias e caracteriza-se por ataques severos de tosse que podem durar várias semanas.

No mais, durante um ataque de coqueluche, a tosse contínua pode ser tão intensa que faz a pessoa emitir um som agudo ao tentar inspirar, daí o nome de "tosse comprida".

Se alguém apresentar sintomas de tosse persistente ou suspeitar de coqueluche, é importante procurar atendimento médico para avaliação e cuidados apropriados, além de ajudar a proteger outras pessoas, especialmente os mais jovens e os não vacinados, da exposição à doença.

Número de pessoas afetadas

No Brasil, a incidência da coqueluche diminuiu nas últimas décadas devido à vacinação, mas surtos ainda ocorrem em alguns períodos.

Estima-se que, em um ano, milhares de novos casos sejam registrados, com maior prevalência entre bebês menores de 1 ano.

A condição é observada em todas as regiões do país, mas é menos frequente em áreas com altas taxas de vacinação.

Tipos de coqueluche

1. Coqueluche clássica

Neste tipo, a infecção segue as três fases tradicionais: sintomas leves no início, seguidos de tosses intensas com som de "guincho" ao inalar e, por fim, a recuperação. Afeta principalmente crianças pequenas, mas pode ocorrer em qualquer idade.

2. Coqueluche em lactentes

Acontece em bebês, especialmente antes de completarem o ciclo de vacinação. Pode ser grave, com tosses que levam a dificuldade para respirar, apneias (paradas na respiração) e maior risco de complicações.

3. Coqueluche em adolescentes e adultos

Os sintomas podem ser mais leves, muitas vezes confundidos com uma gripe ou resfriado prolongado. Apesar disso, a tosse persistente e seca pode durar semanas, tornando-se cansativa.

4. Coqueluche atípica

Apresenta sintomas leves ou diferentes dos tradicionais. Geralmente ocorre em pessoas parcialmente vacinadas ou em adultos com imunidade reduzida, e pode passar despercebida.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da coqueluche são diversos. Abaixo seguem os principais destes:

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A vacinação é a melhor forma de prevenção contra a coqueluche. Logo, a vacina DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) é geralmente parte do calendário de vacinação infantil, mas os reforços são recomendados para adolescentes e adultos também.


O que causa a coqueluche?

A coqueluche é uma condição que tem uma série de causas e fatores de riscos. Abaixo, seguem as possíveis causas desta condição:

Infecção pela bactéria: A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que infecta o trato respiratório.

Contato com infectados: O contato com pessoas infectadas pode favorecer a transmissão da bactéria, principalmente por gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar ou falar.

Falta de vacinação: A ausência de vacinação deixa a pessoa sem a proteção conferida pela vacina e aumenta a possibilidade de adoecer.

O que faz piorar?

Diagnóstico tardio: O reconhecimento tardio da coqueluche pode atrasar o início do tratamento e das medidas destinadas a controlar a transmissão.

Sistema imunológico enfraquecido: Pessoas com imunidade reduzida podem apresentar maior vulnerabilidade a infecções e a quadros mais graves.

Exposição prolongada a pessoas infectadas: O contato prolongado com pessoas infectadas pode aumentar as oportunidades de transmissão da bactéria.

Idade jovem ou avançada: A idade pode influenciar o risco de complicações e a gravidade do quadro, especialmente entre bebês pequenos.

Buscando um diagnóstico

É importante procurar médicos clínicos gerais, pediatras e infectologistas, que realizarão a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.

O diagnóstico

O tipo de tosse e o tempo de evolução dos sintomas são elementos centrais para suspeitar da doença.

História clínica

Investigação de tosse persistente, intensa e em crises, muitas vezes acompanhada de engasgos.

Avaliação da duração da tosse, geralmente por mais de duas semanas.

Perguntas sobre contato com pessoas doentes e situação vacinal.

Em bebês, investigação de pausas respiratórias e dificuldade para se alimentar.

Observação de sinais de cansaço, arroxeamento dos lábios ou vômitos após a tosse.

Avaliação da respiração e da frequência das crises de tosse.

Tratamento

Mudanças de estilo de vida

Hidratação regular: Manter a hidratação contribui para repor líquidos e apoiar o cuidado durante a doença.

Sono adequado: O sono adequado favorece o descanso e a recuperação durante o período de adoecimento.

Oferecer alimentação em pequenas quantidades: Oferecer pequenas quantidades de alimento pode facilitar a alimentação quando os episódios de tosse dificultam a ingestão.

Acompanhamento médico: O acompanhamento médico permite avaliar a evolução da doença, orientar os cuidados e identificar a necessidade de tratamento adicional.

Medidas não medicamentosas

Evitar esforço físico: Evitar esforço físico ajuda a reduzir o desgaste durante o período de tosse intensa e cansaço.

Manter o ambiente arejado: Manter o ambiente arejado favorece a circulação do ar no local em que a pessoa permanece.

Isolamento temporário: O isolamento temporário ajuda a reduzir a exposição de outras pessoas à bactéria e a controlar a transmissão.

Tratamento medicamentoso

Antibióticos: Os antibióticos atuam contra a bactéria causadora da coqueluche.

Analgésicos: Os analgésicos são medicamentos utilizados para aliviar a dor, quando presente.

Antitérmicos: Os antitérmicos são medicamentos utilizados para reduzir a febre, quando presente.

Onde buscar mais informações?

Sites importantes

Ministério da Saúde: Informações oficiais sobre coqueluche, vacinação e prevenção.

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): Conteúdos educativos sobre doenças infecciosas e respiratórias.

Hospital Albert Einstein: Textos claros sobre sintomas, diagnóstico e prevenção.

Livros/Documentos Orientativos

Manual de Vigilância Epidemiológica, Ministério da Saúde: Guia oficial com informações sobre diagnóstico e controle da coqueluche.

Fontes

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de vigilância em saúde: coqueluche. Brasília: MS, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 2025.

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Coqueluche: informações gerais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2024. Disponível em: https://www.fiocruz.br. Acesso em: 2025.

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