A cirrose hepática é uma condição séria do fígado, na qual o tecido saudável do órgão é substituído por cicatrizes. Isso acontece quando há danos contínuos e prolongados ao fígado, fazendo com que ele se regenere de forma incorreta.
Assim, as cicatrizes dificultam o funcionamento normal do fígado, que é vital para filtrar toxinas do sangue, produzir proteínas importantes e ajudar na digestão.
Se há suspeita de cirrose, é importante buscar orientação médica para diagnóstico e tratamento adequado, pois manejá-la precocemente pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e retardar sua progressão.
No Brasil, estima-se que milhares de pessoas convivam com a condição, sendo uma das principais causas de morte por problemas no fígado.
A doença é mais comum em homens, mas pode afetar pessoas de qualquer gênero e idade. Assim, fatores como má alimentação e obesidade também contribuem.
A prevalência é maior em adultos, especialmente entre indivíduos de 40 a 60 anos.
A cirrose está presente em todas as regiões do país, mas é mais prevalente nas áreas urbanas devido ao aumento de fatores de risco, como o consumo de álcool.
Esse tipo de cirrose é **causado pelo consumo excessivo de álcool **ao longo do tempo. O fígado sofre danos contínuos, resultando na formação de cicatrizes que prejudicam seu funcionamento.
Ela é provocada por hepatites crônicas, como hepatite B ou C. O vírus causa inflamação constante no fígado, levando à formação de cicatrizes e, eventualmente, cirrose.
Essa forma de cirrose está associada ao acúmulo de gordura no fígado, que causa inflamação e danos. É comum em pessoas com obesidade, diabetes ou colesterol alto.
Condições hereditárias, como hemocromatose (acúmulo de ferro) ou doença de Wilson (acúmulo de cobre), podem levar à cirrose ao causar danos contínuos ao fígado.
Os sinais e sintomas da cirrose hepática podem variar em intensidade e são diversos. Abaixo seguem os principais:
Se você sente esses sinais e sintomas, busque avaliação médica. Não ignore a condição, pois ela pode piorar.
A cirrose hepática é uma condição que tem uma série de causas e fatores de risco. Abaixo, seguem as possíveis causas desta condição:
Consumo excessivo de álcool: o consumo frequente e prolongado de álcool pode causar lesões no fígado e favorecer a formação de cicatrizes.
Hepatites virais: as infecções crônicas pelos vírus das hepatites B e C podem provocar inflamação e danos progressivos ao fígado.
Doenças hepáticas gordurosas: o acúmulo de gordura no fígado, associado à inflamação e à lesão hepática, pode evoluir para fibrose e cirrose.
Distúrbios autoimunes: algumas doenças autoimunes podem levar o sistema imunológico a atacar estruturas do fígado, causando inflamação e lesões persistentes.
Uso prolongado de medicamentos: determinados medicamentos podem provocar lesões hepáticas. O risco depende da substância, da dose e do tempo de uso.
Distúrbios genéticos: algumas condições hereditárias, como hemocromatose e doença de Wilson, podem causar acúmulo de substâncias no fígado e provocar lesões.
Consumo contínuo de álcool: pode manter ou agravar as lesões hepáticas.
Infecções hepáticas ativas: infecções que afetam o fígado podem contribuir para a progressão dos danos, dependendo da causa e do controle da doença.
Alimentação inadequada: uma alimentação desequilibrada pode prejudicar o estado nutricional, especialmente em pessoas com doença hepática avançada.
É importante procurar um clínico geral e, principalmente, hepatologistas e gastroenterologistas, que realizarão a avaliação considerando a história do paciente, os exames físicos e os laboratoriais.
O diagnóstico precoce é importante para identificar o estágio da doença, controlar suas complicações e orientar o tratamento adequado.
Investigação do consumo de álcool.
Avaliação do uso de medicamentos e histórico de hepatites virais.
Observação de sinais como icterícia (amarelamento da pele e dos olhos).
Avaliação do abdômen para detectar aumento do fígado ou presença de líquido (ascite).
Exames de sangue para avaliar a função do fígado.
Ultrassom do abdômen para analisar o tamanho do fígado, a textura e a presença de líquido.
Elastografia hepática, que mede a rigidez do fígado e ajuda a determinar o grau de fibrose.
Testes para hepatites virais e outras causas específicas de lesão hepática.
Controle da ingestão de líquidos e alimentação: as orientações devem considerar o estado clínico e as necessidades de cada pessoa, especialmente quando há retenção de líquidos.
Vacinação contra hepatites e outras infecções: a vacinação indicada ajuda a prevenir infecções que podem agravar a saúde de pessoas com doença hepática.
Orientação nutricional especializada: contribui para adequar a alimentação às necessidades nutricionais e às possíveis complicações da cirrose.
Interrupção completa do consumo de álcool: é fundamental para pessoas com cirrose relacionada ao álcool e contribui para evitar novas lesões hepáticas.
Adoção de uma alimentação equilibrada: ajuda a manter o estado nutricional e deve ser adaptada às necessidades de cada pessoa.
Redução de sal na dieta: pode ser recomendada para pessoas com ascite ou retenção de líquidos, conforme orientação profissional.
Lactulose: ajuda a reduzir a absorção de amônia no intestino e pode ser utilizada no tratamento da encefalopatia hepática, conforme prescrição.
Diuréticos: ajudam no controle do acúmulo de líquidos e do inchaço em situações específicas, como na ascite.
Betabloqueadores: reduzem a pressão nos vasos sanguíneos do sistema porta e podem ser utilizados para diminuir o risco de complicações, conforme avaliação médica.
Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH): informações sobre doenças do fígado, incluindo cirrose e suas complicações.
Ministério da Saúde: conteúdos educativos sobre hepatites, álcool e saúde hepática.
O Fígado Saudável — Dra. Norelle R. Reilly (edição em português): explica como funciona o fígado e quais cuidados ajudam a prevenir doenças.
Hepatologia para Leigos — Coleção de Saúde Geral: guia introdutório sobre doenças do fígado, com linguagem acessível.
Fontes
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Doenças do Fígado. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
AMERICAN ASSOCIATION FOR THE STUDY OF LIVER DISEASES. Practice Guidelines: Cirrhosis. AASLD, 2021.
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