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Cárie

Conheça os tipos de cárie, seus sinais, diagnóstico, tratamento e cuidados.

Editora: Vanessa MirandaRevisão técnica: Diogo Strauch Ribeiro, Médico Clínico Geral — CRM 5293516-6

O que é a cárie?

Cáries, também conhecidas como cavidades, são áreas danificadas nos dentes que se transformam em pequenos buracos. Elas são causadas por bactérias na boca que produzem ácido ao se alimentar de açúcar presente nos alimentos e bebidas que consumimos.

Nesse sentido, esse ácido pode desgastar o esmalte dos dentes, que é a camada externa protetora, levando ao desenvolvimento das cáries.

No início, as cáries podem ser indolores e passar despercebidas, mas conforme a cavidade aumenta, pode causar dor de dente, sensibilidade ao comer ou beber coisas quentes, frias ou doces, e até mau hálito. Portanto, se não tratadas, as cáries podem levar a problemas mais sérios.

Número de pessoas afetadas

A cárie é uma condição comum, afetando cerca de 60% a 90% da população mundial em diferentes fases da vida.

Desse modo, ela é frequente em crianças, mas também atinge adolescentes e adultos.

Além disso, sabe-se que homens e mulheres são afetados de forma semelhante.

A população de risco para desenvolver cárie:

Pessoas com má higiene bucal: A remoção inadequada da placa bacteriana favorece sua permanência sobre os dentes e pode contribuir para o desenvolvimento da cárie.

Consumo excessivo de açúcar: O açúcar presente nos alimentos e bebidas pode ser utilizado pelas bactérias da placa para produzir ácidos que desgastam os dentes.

Tipos de cárie

1. Cárie de Superfície Lisa

Esse tipo de cárie aparece nas partes lisas e laterais dos dentes. É causada pelo acúmulo de placa bacteriana em áreas que não são limpas corretamente. Ela se desenvolve mais devagar e pode ser tratada no início com boa higiene bucal.

2. Cárie de Fissura

A cárie de fissura ocorre nas superfícies de mastigação dos dentes, onde há pequenos sulcos e fissuras. Essas áreas retêm alimentos e bactérias, especialmente nos molares, e são mais difíceis de limpar.

3. Cárie Interproximal

Esse tipo de cárie se forma entre os dentes, em locais de difícil acesso durante a escovação. É mais comum em pessoas que não usam fio dental regularmente para limpar entre os dentes.

4. Cárie de Raiz

A cárie de raiz afeta a parte do dente próxima à gengiva, especialmente em pessoas com gengival. Quando a raiz é exposta, fica mais vulnerável a bactérias devido à falta de esmalte.

Sinais e sintomas

A cárie pode se desenvolver lentamente e, no início, nem sempre causa sintomas. Com o avanço da lesão, alguns sinais e sintomas podem aparecer, como:

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O esmalte dos dentes é o tecido mais duro do corpo humano. Mesmo assim, os ácidos produzidos pelas bactérias da boca conseguem desgastá-lo ao longo do tempo quando a higiene bucal e a alimentação não são adequadas.


O que causa cárie?

A cárie surge pela combinação de fatores que favorecem a ação das bactérias sobre os dentes. Abaixo, as possíveis causas.

Acúmulo de placa bacteriana: A placa bacteriana se forma sobre os dentes e pode concentrar bactérias que utilizam açúcares para produzir ácidos capazes de danificar a estrutura dental.

Consumo frequente de doces: A ingestão frequente de açúcares favorece a produção de ácidos pelas bactérias da placa, aumentando a exposição dos dentes a condições que favorecem a cárie.

Falta de uso de creme dental com flúor: A exposição insuficiente ao flúor reduz uma importante proteção contra a cárie. O flúor presente em dentifrícios contribui para a prevenção e o controle das lesões de cárie.

Higiene bucal inadequada: Quando a placa bacteriana não é removida adequadamente, ela permanece sobre os dentes e favorece o processo que pode levar à cárie.

Não realizar consultas odontológicas: A ausência de acompanhamento odontológico pode dificultar a identificação precoce de alterações e o acesso às medidas preventivas e de cuidado em saúde bucal.

O que faz piorar?

Consumir açúcar e bebidas açucaradas com frequência.

Escovar os dentes de forma inadequada ou não escová-los diariamente.

Não usar fio dental.

Acúmulo de placa bacteriana e tártaro.

Buscando um diagnóstico

É importante procurar um cirurgião-dentista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.

História clínica

Permite identificar hábitos alimentares ricos em açúcar que favorecem o surgimento da cárie.

Avalia rotina de higiene bucal, frequência de escovação e uso do fio dental.

Investiga presença de dor, sensibilidade ou gosto estranho na boca.

Considera doenças associadas e uso de medicamentos que reduzem a saliva.

Exames complementares

Radiografias ajudam a localizar cáries entre os dentes ou abaixo de restaurações.

Fotografias intraorais facilitam acompanhar a evolução do quadro.

Exames específicos de saliva podem avaliar risco individual de cáries. São usados especialmente quando a lesão não é totalmente visível ao exame clínico.

Tratamento

Mudanças de estilo de vida

Melhorar os hábitos de higiene bucal: A higiene bucal adequada contribui para a remoção da placa bacteriana, reduzindo um dos fatores envolvidos no desenvolvimento da cárie.

Reduzir ou interromper o tabagismo: O tabagismo apresenta associação com maior risco de cárie em estudos observacionais, embora a relação causal direta ainda apresente limitações na evidência disponível.

Manter uma alimentação equilibrada: Uma alimentação equilibrada pode contribuir para reduzir a exposição frequente aos açúcares, que são um importante fator de risco para a cárie.

Medidas não medicamentosas

Usar fio dental diariamente: O fio dental auxilia na remoção de restos alimentares e placa bacteriana das áreas entre os dentes que a escova não alcança, contribuindo para a prevenção da cárie nessas regiões.

Consultar o dentista: O acompanhamento odontológico permite avaliação da saúde bucal, identificação de alterações e realização de medidas preventivas e de cuidado quando necessárias.

Limpeza profissional: A limpeza profissional pode auxiliar na remoção de biofilme bacteriano e tártaro e faz parte das ações de cuidado odontológico.

Tratamento medicamentoso

Analgésicos para controle da dor: Os analgésicos têm como finalidade aliviar a dor de dente enquanto a causa odontológica é avaliada e tratada.

Fluoretos: Os fluoretos contribuem para a prevenção e o controle da cárie, auxiliando na proteção dos dentes contra o processo de desmineralização.

Onde buscar mais informações?

Conselho Federal de Odontologia: conteúdos educativos sobre saúde bucal.

Sociedade Brasileira de Odontopediatria: explicações sobre cárie em crianças.

Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (USP): materiais acessíveis sobre saúde bucal.

“Guia Prático de Saúde Bucal”: explica cuidados com dentes e prevenção de cáries em linguagem simples.

“Sorria! Manual de Saúde Bucal”: conteúdo acessível para leigos sobre higiene e prevenção.

Fontes

Fejerskov, Ole; KIDD, Edwina. Cárie Dentária: A Doença e seu Tratamento Clínico. 3. ed. São Paulo: Santos, 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica: Saúde Bucal. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.

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