O câncer espinocelular da pele é um tipo comum de câncer de pele que se origina nas células escamosas, que compõem a maioria das camadas superiores da epiderme.
Nesse sentido, este câncer tipicamente se desenvolve em áreas do corpo expostas ao sol, como o rosto, orelhas, pescoço, lábios e dorso das mãos, mas ele também pode aparecer em outras partes do corpo.
No mais, ao contrário do câncer basocelular, o câncer espinocelular tem uma probabilidade maior de se espalhar para outras partes do corpo se não for tratado adequadamente. A prevenção é fundamental e inclui medidas significativas para a detecção precoce de alterações suspeitas.
O carcinoma espinocelular pode aparecer até debaixo das unhas, sendo confundido com micose ou machucado.
É o segundo tipo de câncer de pele mais comum no Brasil.
Estima-se, assim, que ele representa cerca de 20% dos casos de câncer de pele não melanoma no país.
A incidência é maior em regiões brasileiras com alta radiação solar, como o Nordeste.
Este é mais frequente em pessoas de pele clara e acima dos 50 anos, principalmente aquelas expostas ao sol de forma prolongada e sem proteção.
Este é o tipo mais comum de câncer espinocelular da pele, geralmente, aparece como uma lesão elevada, crostosa ou com ferida que não cicatriza, podendo surgir em áreas expostas ao sol, como rosto, mãos e braços.
Também chamado de Doença de Bowen, este câncer ainda está restrito à camada mais externa da pele e não invadiu tecidos mais profundos. Ele pode parecer uma mancha avermelhada ou escamosa.
Neste tipo, o câncer já invadiu camadas mais profundas da pele, tornando-se mais agressivo. Ele pode se espalhar para outras áreas do corpo se não for tratado a tempo.
É uma forma rara e mais lenta de crescer, podendo apresentar uma aparência de verruga maior e, geralmente, está associada a áreas que sofrem irritação ou inflamação crônica.
O câncer espinocelular da pele tende a levar a sintomas diversificados e debilitantes. Aqui estão alguns sinais e sintomas comuns da condição.
Os sinais e sintomas do câncer espinocelular da pele geralmente começam de forma discreta, mas tornam-se progressivamente mais perceptíveis com o tempo. Em muitos casos, surgem alterações na pele que chamam a atenção pela persistência, pelo crescimento contínuo ou pelo aspecto diferente do habitual.
O câncer espinocelular da pele é uma condição que tem uma série de causas e fatores de riscos. Abaixo, seguem as possíveis causas desta condição.
Exposição prolongada ao sol: A exposição crônica à radiação ultravioleta do sol pode provocar danos ao DNA das células da pele e está associada principalmente ao desenvolvimento do câncer de pele espinocelular.
Uso de câmaras de bronzeamento: As câmaras de bronzeamento artificial são fontes de radiação ultravioleta, que pode provocar danos celulares e aumentar o risco de câncer de pele.
Pele clara: Pessoas com pele clara apresentam maior suscetibilidade aos efeitos da radiação ultravioleta, o que está associado a maior risco de câncer de pele.
Sistema imunológico comprometido: A imunossupressão pode dificultar a resposta imunológica contra alterações celulares e favorecer o desenvolvimento de câncer de pele.
Histórico pessoal de lesões cutâneas: Algumas alterações e lesões cutâneas prévias podem estar associadas a maior risco de desenvolvimento de câncer de pele, dependendo de suas características.
Exposição a substâncias químicas: A exposição a determinadas substâncias carcinogênicas, como compostos de arsênio, está associada ao desenvolvimento de câncer de pele.
Exposição solar intensa: A exposição intensa à radiação ultravioleta mantém a ação de um importante agente relacionado ao câncer de pele e pode contribuir para danos adicionais às células da pele.
Diagnóstico ou tratamento tardio: O atraso pode permitir que o câncer avance localmente e invada tecidos mais profundos ou, em alguns casos, se espalhe para outras partes do corpo.
Sistema imunológico deficiente: A deficiência da resposta imunológica pode favorecer o desenvolvimento e a progressão de cânceres cutâneos relacionados à radiação ultravioleta.
É importante procurar um dermatologista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
Avalia quando a lesão começou e se mudou de tamanho, formato ou textura.
Investiga presença de dor, sangramento ou crostas persistentes.
Considera tempo de exposição ao sol ao longo da vida e histórico de queimaduras solares.
Questiona uso de câmaras de bronzeamento e hábitos de proteção solar.
Verifica doenças que diminuem a imunidade, como transplante ou uso prolongado de medicamentos imunossupressores.
A biópsia é o principal exame, confirmando o diagnóstico ao analisar o tecido no microscópio.
A dermatoscopia auxilia na visualização detalhada da lesão antes da biópsia.
Uso de protetor solar: O protetor solar ajuda a reduzir a exposição da pele à radiação ultravioleta, um dos principais fatores relacionados ao câncer de pele.
Evitar exposição solar: Reduzir a exposição à radiação ultravioleta diminui o contato da pele com um importante fator relacionado ao desenvolvimento do câncer de pele.
Roupas de proteção UV: As roupas com proteção contra radiação ultravioleta funcionam como uma barreira física para reduzir a exposição da pele ao sol.
Acompanhamento de áreas tratadas: O acompanhamento permite avaliar a evolução da área tratada e identificar alterações que possam indicar mudança da condição ou recorrência.
Observar a própria pele: A observação da pele pode ajudar a perceber mudanças de tamanho, forma, cor ou textura que mereçam avaliação profissional.
Orientações sobre cuidados: As orientações ajudam a manter os cuidados indicados para a pele e para as áreas tratadas durante o acompanhamento.
Imunoterapia tópica: A imunoterapia utiliza mecanismos da resposta imunológica para atuar contra células tumorais ou alteradas. O imiquimode, citado no material visual, é um modificador da resposta imune aplicado topicamente.
Quimioterapia tópica (5-fluorouracil): O 5-fluorouracil é um antimetabólito que interfere na síntese de DNA e, com isso, reduz a proliferação local de células.
Inibidores de via de sinalização: Cemiplimabe e pembrolizumabe são inibidores de PD-1 que bloqueiam a interação entre PD-1 e PD-L1, permitindo que as células T exerçam sua ação contra células tumorais.
INCA – Instituto Nacional de Câncer: explica câncer de pele, fatores de risco, prevenção e sinais de alerta de forma simples. O PDF não apresenta um endereço eletrônico específico nessa seção; há, porém, o endereço www.inca.gov.br na referência bibliográfica.
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): conteúdos educativos sobre câncer de pele, fotos ilustrativas e campanhas nacionais. O PDF não apresenta endereço eletrônico específico para a SBD.
Fonte
INCA – INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Câncer de pele. Disponível em: https://www.inca.gov.br. Acesso em: 30 nov. 2025.
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