O câncer de mama é uma doença caracterizada pelo crescimento desordenado de células malignas nos tecidos da mama. Embora menos comum, homens também podem desenvolver essa condição.
Este tipo de câncer origina-se nas células dos ductos ou lóbulos mamários, que são responsáveis pela produção e transporte do leite. O câncer de mama pode se manifestar inicialmente como um nódulo ou uma mudança na forma, tamanho ou textura da mama e, em casos mais avançados, pode atingir os linfonodos das axilas.
A detecção precoce por meio de exames de rotina, como a mamografia, é vital para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido, além de oferecer opções terapêuticas adequadas.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma.
Embora seja mais frequente em mulheres acima dos 50 anos, cerca de 30% dos casos acontecem em mulheres com menos de 50 anos.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que a mamografia de rastreamento seja iniciada aos 40 anos de idade para mulheres. No entanto, a decisão de começar antes ou depois dessa faixa etária deve levar em consideração fatores de risco individuais, como histórico familiar, fatores genéticos e outras condições médicas.
Este tipo de câncer de mama ocorre nos ductos mamários e é considerado não invasivo, pois ainda não se espalhou para os tecidos próximos. É frequentemente detectado em mamografias antes de causar sintomas.
Este tipo começa nos ductos da mama e já se espalha para os tecidos próximos. É o tipo mais comum de câncer de mama, podendo metastatizar para outros órgãos.
Este tipo é encontrado nos lóbulos da mama e, embora não seja considerado um verdadeiro câncer, aumenta o risco de desenvolver câncer de mama invasivo no futuro.
Este tipo de câncer começa nos lóbulos da mama e consegue invadir tecidos vizinhos. Embora menos comum que o ductal invasivo, também possui possibilidade de espalhar para outros órgãos.
As mudanças genéticas nas células cancerígenas podem levar à formação de caroços, dor ou outras alterações perceptíveis no tecido mamário. Abaixo seguem os sinais e sintomas mais comuns.
Observar qualquer um desses sintomas não necessariamente indica câncer, mas é importante procurar avaliação médica para esclarecimento e exames apropriados.
O câncer de mama é uma condição que tem uma série de causas e fatores de riscos. Abaixo, seguem as possíveis causas desta condição.
Consumo de álcool: O consumo de bebidas alcoólicas está relacionado ao aumento do risco de desenvolver câncer de mama.
Fatores genéticos: Alterações genéticas hereditárias podem aumentar a predisposição para o desenvolvimento do câncer de mama.
Idade avançada: O risco de desenvolver câncer de mama aumenta com o avanço da idade, relacionado ao acúmulo de exposições ao longo da vida e às alterações biológicas do envelhecimento.
Histórico familiar: A presença de casos de câncer de mama na família pode estar associada a maior risco, especialmente quando há familiares próximos afetados.
Desequilíbrio hormonal: A exposição a hormônios, especialmente ao estímulo estrogênico, está relacionada ao aumento do risco de câncer de mama.
Diagnóstico tardio: Quando o câncer é identificado em estágio mais avançado, o tratamento pode ter menor potencial curativo, pois o prognóstico depende da extensão da doença.
Falta de rastreamento: O rastreamento busca identificar alterações sugestivas de câncer antes do aparecimento de sinais e sintomas, contribuindo para a detecção precoce.
Exposição a hormônios: A exposição a hormônios, especialmente ao estrogênio, está relacionada ao aumento do risco quanto maior for essa exposição.
É importante procurar um Clínico geral ou ginecologista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
Histórico de câncer de mama na família pode indicar risco aumentado. Se você tiver algum familiar, especialmente de primeiro grau com história de diagnóstico de câncer de mama, é necessário maior vigilância no seu caso. Uso de hormônios, idade da primeira menstruação e da menopausa também são considerados pelo seu médico.
É quando um médico ou profissional de saúde verifica suas mamas com as mãos, olhando e tocando para procurar qualquer mudança, caroços, inchaços ou sinais de problemas. Isso é feito durante uma consulta médica.
A mamografia é o exame mais utilizado para rastrear alterações suspeitas. A mamografia pode sinalizar alterações suspeitas precoces iniciais anteriormente às alterações no exame físico.
A ultrassonografia das mamas complementa a mamografia, principalmente em mamas densas. Pode ser solicitada pelo médico em pacientes mais jovens, mama com textura densa, grávidas, dentre outros casos específicos.
O autoexame das mamas é uma prática simples que ajuda a mulher a conhecer melhor o próprio corpo e perceber alterações que merecem atenção. Ele não substitui os exames médicos.
Prática regular de exercícios físicos: A atividade física contribui para a prevenção do câncer de mama e pode favorecer o equilíbrio hormonal e a manutenção do peso corporal.
Alimentação equilibrada: Uma alimentação adequada faz parte das medidas relacionadas à prevenção do câncer e contribui para a manutenção da saúde.
Reduzir o consumo de álcool: O consumo de bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver câncer de mama, e sua redução diminui essa exposição de risco.
Participar de grupos de apoio oferece suporte emocional: Grupos de apoio podem favorecer o acolhimento, a troca de experiências e o suporte emocional durante o enfrentamento do câncer.
Psicoterapia: O acompanhamento psicológico pode oferecer suporte às necessidades emocionais relacionadas ao diagnóstico e ao tratamento do câncer.
Quimioterapia: Utiliza medicamentos antineoplásicos como parte do tratamento sistêmico do câncer de mama.
Terapia hormonal: É utilizada de acordo com as características hormonais do tumor, especialmente quando há receptores hormonais positivos.
Terapias direcionadas: São terapias que atuam sobre características específicas do tumor, de acordo com suas características biológicas e moleculares.
Imunoterapia: É uma modalidade de tratamento que utiliza medicamentos capazes de estimular o sistema imunológico a atuar contra as células tumorais.
O tratamento está cada vez mais personalizado, levando em conta o tipo de tumor, estágio, presença de receptores hormonais (como estrogênio e HER2) e perfil genético, podendo envolver uma ou mais modalidades combinadas. Terapias-alvo e imunoterapia são exemplos de inovações.
Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma variedade de tratamentos para o câncer de mama, incluindo todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias com anticorpos.
A Lei nº 12.732/2012 garante que o paciente com câncer tenha o direito de iniciar o primeiro tratamento pelo SUS no prazo máximo de 60 dias após o diagnóstico, conforme indicado no laudo patológico, podendo esse prazo ser reduzido dependendo da urgência do tratamento.
INCA – Instituto Nacional de Câncer: material completo e acessível, com guias para pacientes e familiares.
Sociedade Brasileira de Mastologia: traz atualizações, campanhas de prevenção e explicações em linguagem clara.
Hospital de Amor (Barretos): referência nacional em oncologia, com conteúdos voltados à população.
Câncer de mama: Como prevenir e detectar precocemente? – Guia Orientativo do Carteira de Saúde.
Câncer de mama: um guia para pacientes e familiares – Dra. Maira Caleffi. Editora AGE.
Fontes
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2023: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: Acesse aqui.
LIMA, S. M. A.; PORTELA, M. C.; LEITE, I. da C. Tendência temporal da mortalidade por câncer de mama em mulheres brasileiras, segundo diferentes contextos socioeconômicos: 1996 a 2017. Revista Brasileira de Epidemiologia, [S. l.], v. 23, e200051, 2020.
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