O câncer basocelular da pele é o tipo mais comum de câncer de pele. Ele se desenvolve nas células basais, que ficam na camada mais profunda da epiderme, a parte mais externa da pele.
Esse câncer costuma aparecer principalmente em áreas que recebem muito sol ao longo da vida, como rosto, nariz, orelhas, couro cabeludo, pescoço e braços. Geralmente, surge como uma ferida que não cicatriza, uma pequena bolinha brilhante, uma mancha avermelhada ou uma lesão que pode sangrar com facilidade.
Apesar de ser um câncer, o carcinoma basocelular costuma crescer lentamente e raramente se espalha para outras partes do corpo. No entanto, se não for tratado, pode aumentar de tamanho e causar danos aos tecidos próximos.
O câncer basocelular de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil.
Ele representa cerca de 70% de todos os casos de câncer de pele no país e atinge principalmente pessoas acima dos 40 anos.
Esse tipo de câncer é mais frequente em regiões expostas ao sol, sendo mais comum em pessoas de pele clara.
O carcinoma basocelular nodular aparece como um nódulo ou caroço em forma de cúpula na pele, frequentemente com coloração rosada, brilhante ou translúcida. Às vezes, pode conter pequenos vasos sanguíneos visíveis.
Este tipo apresenta-se como uma mancha avermelhada ou rosada na pele, geralmente com bordas bem definidas. É mais comum em áreas menos expostas ao sol, como o tronco.
O carcinoma basocelular pigmentado tem uma aparência mais escura, com manchas marrons, pretas ou azuladas, sendo frequentemente confundido com outros tipos de lesões na pele, como pintas.
Este tipo é mais sutil e apresenta uma aparência mais plana e endurecida, podendo parecer uma cicatriz. Costuma ser mais invasivo e difícil de diagnosticar.
O câncer basocelular é o tipo que se desenvolve nas células basais da epiderme, camada mais externa da pele. Essas células estão localizadas nas áreas mais expostas ao sol, como rosto e pescoço. A seguir os principais sinais e sintomas:
O diagnóstico precoce aumenta efetivamente as chances de tratamento bem-sucedido, por isso é recomendável a avaliação dermatológica ao notar qualquer mudança suspeita na pele.
O desenvolvimento do câncer basocelular da pele está associado a uma combinação de fatores ambientais e genéticos que favorecem alterações nas células da pele ao longo do tempo.
Exposição solar intensa: A exposição à radiação ultravioleta é o principal fator relacionado ao desenvolvimento do câncer de pele e está diretamente associada ao carcinoma basocelular.
Pele clara: Pessoas com pele clara apresentam maior risco de desenvolver carcinoma basocelular, especialmente quando há maior sensibilidade à radiação ultravioleta.
Uso de câmera de bronzeamento: Câmaras de bronzeamento expõem a pele à radiação ultravioleta, que está associada ao desenvolvimento do carcinoma basocelular.
Imunossupressão: O enfraquecimento do sistema imunológico está associado a maior risco de desenvolvimento de carcinoma basocelular.
É importante procurar um dermatologista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
Observação direta da lesão permite avaliar características típicas, como brilho perolado ou vasos aparentes.
Palpação da área ajuda a verificar consistência e limites da lesão.
Avaliação do corpo inteiro detecta outras áreas suspeitas.
A biópsia é o principal exame para confirmar o diagnóstico.
Em alguns casos, exames de imagem podem ser necessários quando há suspeita de maior extensão.
Usar protetor solar: O uso de filtro solar é uma medida de proteção contra a radiação ultravioleta e contribui para reduzir a exposição solar da pele.
Reaplicar o protetor solar: A reaplicação ajuda a manter a proteção durante a exposição solar, especialmente porque a proteção pode ser afetada pela frequência da aplicação, transpiração e contato com água.
Utilizar chapéus: Chapéus são uma medida de proteção física que ajuda a reduzir a exposição da pele à radiação ultravioleta.
Observar manchas: A observação de alterações na pele favorece a identificação de mudanças suspeitas que devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
Procurar avaliação médica: A avaliação médica permite investigar alterações suspeitas e realizar a confirmação diagnóstica quando necessária.
Crioterapia: A crioterapia é um tratamento local que utiliza frio intenso para congelar e destruir tecido anormal; ela pode ser utilizada no tratamento de cânceres de pele, incluindo o carcinoma basocelular.
Imiquimode: É um tratamento tópico que atua como modificador da resposta imune e pode ser utilizado no tratamento de carcinoma basocelular superficial.
Fluorouracil: O fluorouracil tópico é uma quimioterapia aplicada à pele e pode ser utilizado no tratamento de carcinoma basocelular superficial em situações específicas.
Vismodegibe" É uma terapia-alvo que atua na via de sinalização Hedgehog e é utilizada no tratamento de alguns casos de carcinoma basocelular avançado.
Instituto Nacional de Câncer (INCA), seção “Pele não melanoma”: informações gerais sobre câncer de pele, incluindo prevenção, sinais de alerta e tratamento.
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), área “Para a sua pele / Câncer de pele”: explica o que é câncer de pele não melanoma, incluindo CBC.
“ABC do Câncer” (6ª edição, 2020, INCA): guia didático que explica conceitos básicos sobre câncer, prevenção, detecção e tipos, ideal para leigos entenderem o contexto global do câncer, incluindo o de pele.
Fontes
KAUFFMAN, L. et al. Imiquimod: a review of basal cell carcinoma treatments. Dermatologic Surgery, v. 34, n. 9, p. 1151–1162, 2008.
SMITH, J.; BROWN, R. Decision-support in medicine: Basal Cell Carcinoma. Dermatology Advisor, 2018.
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