Cálculo renal, também conhecido como nefrolitíase ou pedra nos rins, é a formação de minerais duros dentro dos rins. Esses minerais se formam quando a urina contém concentrações elevadas de substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico, que se cristalizam.
Estes cristais acabam formando cálculos. Esses cálculos podem variar em tamanho e, quando pequenos, podem passar pelo trato urinário sem causar sintomas.
Contudo, quando são maiores e descem do rim para baixo na via urinária, podem bloquear partes do trato urinário, causando dor intensa chamada cólica renal, além de sintomas como náuseas, vômitos e sangue na urina.
Apesar de parecer surgir “do nada”, uma pedra nos rins pode levar de 2 a 3 anos para se formar no organismo, por causa do acúmulo gradual de cristais minerais como oxalato e fosfato de cálcio.
É uma condição relativamente comum que afeta milhões de pessoas no mundo.
No Brasil, estudos indicam que até 12% da população pode desenvolver cálculos renais ao longo da vida.
A faixa etária mais afetada está entre 20 e 50 anos, mas a condição pode ocorrer em qualquer idade.
Eles são os mais comuns de todos e se formam quando o cálcio se mistura com outras substâncias como oxalato ou fosfato. Muitas vezes estão relacionados ao consumo de alimentos ricos em oxalato e pouca ingestão de água.
Formam-se em pessoas que consomem uma dieta rica em proteínas ou têm gota<. Eles são mais comuns em homens, obesos e com hábito alimentar muito forte em proteínas.
São, geralmente, o resultado de infecções do trato urinário. Esses cálculos são mais comuns em mulheres e podem se formar rapidamente e aumentar muito de tamanho.
Resultam de uma condição hereditária chamada cistinúria, que faz com que os rins excretem muito do aminoácido cistina. Eles são bem menos comuns e afetam tanto homens quanto mulheres.
O cálculo renal normalmente é assintomático, ou seja, a pessoa não manifesta nenhum sintoma. Somente nos casos em que o cálculo renal migra e bloqueia a via urinária ou se associa a quadros infecciosos ele pode causar:
O cálculo renal é uma condição que tem uma série de causas e fatores de riscos. Abaixo, seguem as possíveis causas desta condição:
Baixa ingestão de líquidos: A ingestão insuficiente de líquidos deixa a urina mais concentrada, favorecendo a formação de cristais que podem se transformar em cálculos.
Excesso de sódio na dieta: O excesso de sódio pode aumentar a quantidade de cálcio eliminada na urina, contribuindo para o risco de formação de cálculos.
Dieta rica em proteínas animais: O consumo de proteínas animais pode aumentar a chance de formação de determinados tipos de cálculos, incluindo cálculos de ácido úrico e de cálcio.
Desordens do metabolismo: Alterações metabólicas podem modificar a quantidade de substâncias presentes na urina e favorecer a formação de cálculos.
Histórico familiar: Ter familiares com histórico de cálculos renais aumenta a probabilidade de desenvolver a condição.
Hidratação inadequada: A hidratação insuficiente reduz a diluição da urina e pode favorecer a concentração de minerais envolvidos na formação dos cálculos.
Alto consumo de oxalato: Uma maior quantidade de oxalato na alimentação pode aumentar o risco de formação de cálculos em pessoas suscetíveis, especialmente dos cálculos de oxalato de cálcio.
É importante procurar um urologista ou nefrologista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
Diagnosticar cálculos renais com precisão é crucial para aliviar os sintomas e prevenir complicações.
A história clínica inclui a investigação da ocorrência de dor intensa no flanco e alterações urinárias.
Pergunta sobre histórico familiar de cálculos renais.
Considera hábitos de hidratação e alimentação do paciente.
A tomografia computadorizada é frequentemente utilizada para visualizar cálculos renais.
Exames de urina ajudam a detectar sangue ou cristais associados.
Análises de sangue verificam a função renal e níveis de eletrólitos.
Beber muita água diariamente: A ingestão adequada de líquidos ajuda a manter a urina mais diluída e pode contribuir para prevenir a formação de cálculos.
Reduzir a ingestão de sal: A redução do sódio pode diminuir a eliminação de cálcio na urina e contribuir para reduzir o risco de determinados cálculos.
Incorporar alimentos ricos em citrato: Bebidas e alimentos ricos em citrato podem contribuir para a prevenção de cálculos, pois o citrato interfere na formação dos cristais.
Realizar exames de imagem: Os exames de imagem permitem visualizar os cálculos e auxiliam na avaliação de sua localização e características.
Modificar a dieta: Mudanças na alimentação podem ajudar a reduzir fatores relacionados à formação de cálculos, considerando o tipo de cálculo e as características de cada pessoa.
Educar-se sobre os possíveis sinais: Conhecer os sinais relacionados aos cálculos pode ajudar a reconhecer manifestações urinárias e procurar avaliação profissional quando necessário.
Analgésicos: Os analgésicos são utilizados para ajudar no controle da dor associada à cólica renal.
Alfa-bloqueadores: Os alfa-bloqueadores podem ser utilizados em situações específicas para facilitar a passagem de determinados cálculos localizados no ureter.
Diuréticos: Alguns diuréticos podem ser utilizados na prevenção de determinados cálculos, especialmente quando há aumento da eliminação de cálcio na urina.
Ministério da Saúde – Cálculo Renal: Explicações básicas sobre causas, sintomas e prevenção.
Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN): Conteúdo confiável sobre rins, prevenção e tratamento de cálculos.
“Manual de Urologia para o Paciente” – SBU: Guia introdutório para leigos sobre várias condições urológicas, incluindo cálculos.
“Cálculo Renal: Prevenção e Tratamento”– Dr. Fernando Almeida: Explica causas e cuidados diários para evitar recorrência, em linguagem acessível.
Fontes
BRASIL. Ministério da Saúde. Cálculo renal (pedra no rim). Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calculo-renal. Acesso em: 26 nov. 2025.
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