A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória que provoca inflamação dos bronquíolos, que são os pequenos canais responsáveis por levar o ar até as partes mais profundas dos pulmões.
Ela acontece principalmente em bebês e crianças menores de 2 anos. O principal causador é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por grande parte dos casos, mas outros vírus também podem causar a doença.
Na maioria das crianças, a doença melhora com cuidados de suporte. Entretanto, em bebês muito pequenos ou que possuem fatores de risco, a inflamação pode dificultar bastante a respiração e exigir hospitalização.
O vírus entra no organismo.
Ele infecta as células que revestem os pequenos canais dos pulmões.
Esses canais ficam inflamados e inchados.
Como os bronquíolos dos bebês são muito estreitos, mesmo um pequeno inchaço pode dificultar a passagem do ar.
A bronquiolite é uma das principais doenças respiratórias que acometem crianças pequenas.
No Brasil, entre 2008 e 2015, foram registradas 263.679 internações por bronquiolite aguda em crianças menores de 1 ano.
A doença pode ocorrer em meninos e meninas, mas os bebês mais novos apresentam maior risco de desenvolver formas graves, principalmente durante os primeiros meses de vida.
A criança apresenta sintomas semelhantes aos de um resfriado, como:
Coriza;
Nariz entupido;
Espirros;
Tosse;
Febre baixa ou ausência de febre.
A respiração geralmente permanece adequada e a criança consegue se alimentar.
Além dos sintomas respiratórios, podem aparecer:
Respiração mais rápida;
Chiado no peito;
Maior esforço para respirar;
Dificuldade para mamar;
Irritabilidade;
Redução da ingestão de líquidos.
Nessa situação, a criança precisa ser avaliada por um profissional de saúde.
É caracterizada por importante dificuldade respiratória e pode apresentar:
Respiração muito rápida;
Grande esforço para respirar;
Pausas na respiração;
Lábios ou extremidades arroxeados;
Sonolência excessiva;
Prostração.
Esses sinais indicam necessidade de atendimento de emergência.
A bronquiolite geralmente começa parecendo um resfriado e pode evoluir para sintomas respiratórios mais intensos. A seguir, os possíveis sinais e sintomas.
Dificuldade intensa para respirar;
Afundamento pela pele das costelas;
Batimento das asas do nariz;
Pausas na respiração.
A bronquiolite pode começar como um simples resfriado. Por isso, é importante observar se, depois dos primeiros dias, a criança começa a respirar mais rapidamente ou apresenta dificuldade para mamar.
A bronquiolite é causada principalmente por vírus que infectam o sistema respiratório. A seguir, as principais causas dessa doença.
Vírus sincicial respiratório (VSR): É o principal causador apresentado no PDF e infecta as células dos pequenos canais dos pulmões, levando à inflamação e ao inchaço dos bronquíolos.
Secreções respiratórias, como gotículas: Podem transportar o vírus presente nas secreções de uma pessoa infectada para outra pessoa, permitindo que o agente infeccioso alcance as vias respiratórias.
Contato com mãos e objetos contaminados: Pode levar o vírus das superfícies contaminadas até o rosto e, consequentemente, facilitar sua entrada no organismo.
Exposição à fumaça do cigarro: Irrita as vias respiratórias e pode aumentar os sintomas, conforme explicado no próprio PDF.
Contato com pessoas gripadas ou resfriadas: Aumenta a possibilidade de novas exposições aos vírus respiratórios.
Ambientes fechados e aglomerados: Facilitam a transmissão dos vírus entre as pessoas.
É importante procurar um Pediatra, Clínico Geral ou Pneumologista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
O diagnóstico da bronquiolite é, na maioria das vezes, clínico. O profissional avalia:
Idade da criança: Ajuda a contextualizar o quadro, pois a bronquiolite ocorre principalmente em bebês e crianças menores de 2 anos, com maior risco de formas graves nos bebês mais novos.
Início e evolução dos sintomas: Permitem observar que a bronquiolite geralmente começa parecendo um resfriado e pode evoluir para sintomas respiratórios mais intensos.
Presença de coriza e tosse: São manifestações apresentadas no material entre os sinais que ajudam a caracterizar o quadro de bronquiolite.
Frequência respiratória: Permite observar se a criança está respirando mais rapidamente, manifestação apresentada pelo PDF entre os sinais de maior intensidade do quadro.
Esforço para respirar: Ajuda a identificar a presença de dificuldade respiratória, que aparece nas formas moderada e grave da doença.
Presença de chiado: É um dos sinais respiratórios apresentados no material e também aparece entre as manifestações da bronquiolite moderada.
Em geral, não são necessários exames laboratoriais ou radiografia de tórax para confirmar a bronquiolite quando o quadro é típico.
Em crianças hospitalizadas ou com quadro grave, podem ser utilizados exames para identificar o vírus, incluindo testes moleculares, como o RT-PCR, especialmente quando há indicação epidemiológica ou de vigilância.
Aumentar a ingestão de água: Ajuda a manter a hidratação da criança durante o período em que está doente.
Oferecer pequenas quantidades de alimentos: Facilita a alimentação quando a criança apresenta dificuldade para se alimentar durante o quadro respiratório.
Garantir repouso e conforto: Favorece o descanso da criança enquanto ela enfrenta a infecção e ajuda a reduzir o desconforto.
Lavar as mãos frequentemente: Reduz a possibilidade de transportar vírus nas mãos e transmiti-los à criança.
Evitar contato do bebê com pessoas gripadas ou resfriadas: Diminui a exposição do bebê a pessoas que podem estar eliminando vírus respiratórios.
Não compartilhar objetos: Evita o compartilhamento de objetos que podem entrar em contato com secreções respiratórias.
Antitérmicos e analgésicos: Podem ser utilizados para aliviar febre e desconforto durante o quadro.
Oxigênio: É utilizado para oferecer suporte à respiração quando a criança apresenta necessidade de oxigenação.
Broncodilatadores: não são utilizados: O PDF informa que os broncodilatadores não são utilizados no tratamento apresentado para a bronquiolite.
Atualmente, o SUS possui estratégias específicas para reduzir formas graves causadas pelo VSR.
Vacinação contra VSR na gestação: a vacina é administrada a partir da 28ª semana de gestação e ajuda a transferir anticorpos para o bebê pela placenta.
Nirsevimabe: anticorpo monoclonal utilizado para proteger bebês que apresentam maior risco de doença grave pelo VSR, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Palivizumabe: permanece como estratégia para grupos específicos enquanto ocorre a transição para o nirsevimabe.
O Ministério da Saúde informou, em julho de 2026, que a vacinação contra o VSR durante a gestação esteve associada a uma redução de 52,5% nos casos de SRAG em bebês menores de 6 meses, reforçando a importância da imunização materna.
Ministério da Saúde: “Bronquiolite Viral Aguda”: apresenta informações sobre causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção e sinais de emergência.
“Guia de Manejo Clínico: Bronquiolite Viral Aguda – 2026”: material atualizado sobre avaliação da gravidade, tratamento, prevenção e imunização.
Sociedade Brasileira de Pediatria: conteúdos sobre saúde respiratória infantil e materiais educativos sobre doenças respiratórias frequentes na infância.
Fontes
BRASIL. Ministério da Saúde. Bronquiolite viral aguda. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de manejo clínico: Bronquiolite Viral Aguda. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.
Carteira de Saúde segue diretrizes rigorosas para a seleção de fontes, baseando seu conteúdo em artigos de periódicos científicos e em instituições e organizações de referência na área da saúde. Nosso compromisso é utilizar apenas fontes confiáveis e de alta qualidade, garantindo a precisão e a integridade das informações. Além disso, todo o material é revisado em pares por uma equipe multiprofissional de saúde, assegurando ainda mais a credibilidade e a atualização dos conteúdos. Para saber mais sobre nosso processo editorial, acesse nossa Política Editorial