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Bronquiolite

Entenda como a doença afeta a respiração, seus sinais, formas de gravidade, diagnóstico, tratamento e proteção contra o VSR.

Editora: Vanessa MirandaRevisão técnica: Diogo Strauch Ribeiro, Médico Clínico Geral — CRM 5293516-6

O que é a bronquiolite?

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória que provoca inflamação dos bronquíolos, que são os pequenos canais responsáveis por levar o ar até as partes mais profundas dos pulmões.

Ela acontece principalmente em bebês e crianças menores de 2 anos. O principal causador é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por grande parte dos casos, mas outros vírus também podem causar a doença.

Na maioria das crianças, a doença melhora com cuidados de suporte. Entretanto, em bebês muito pequenos ou que possuem fatores de risco, a inflamação pode dificultar bastante a respiração e exigir hospitalização.

Como a doença se desenvolve?

  1. O vírus entra no organismo.

  2. Ele infecta as células que revestem os pequenos canais dos pulmões.

  3. Esses canais ficam inflamados e inchados.

  4. Como os bronquíolos dos bebês são muito estreitos, mesmo um pequeno inchaço pode dificultar a passagem do ar.

Número de pessoas afetadas

A bronquiolite é uma das principais doenças respiratórias que acometem crianças pequenas.

No Brasil, entre 2008 e 2015, foram registradas 263.679 internações por bronquiolite aguda em crianças menores de 1 ano.

A doença pode ocorrer em meninos e meninas, mas os bebês mais novos apresentam maior risco de desenvolver formas graves, principalmente durante os primeiros meses de vida.

Tipos de bronquiolite

1. Bronquiolite leve

A criança apresenta sintomas semelhantes aos de um resfriado, como:

Coriza;

Nariz entupido;

Espirros;

Tosse;

Febre baixa ou ausência de febre.

A respiração geralmente permanece adequada e a criança consegue se alimentar.

2. Bronquiolite moderada

Além dos sintomas respiratórios, podem aparecer:

Respiração mais rápida;

Chiado no peito;

Maior esforço para respirar;

Dificuldade para mamar;

Irritabilidade;

Redução da ingestão de líquidos.

Nessa situação, a criança precisa ser avaliada por um profissional de saúde.

3. Bronquiolite grave

É caracterizada por importante dificuldade respiratória e pode apresentar:

Respiração muito rápida;

Grande esforço para respirar;

Pausas na respiração;

Lábios ou extremidades arroxeados;

Sonolência excessiva;

Prostração.

Esses sinais indicam necessidade de atendimento de emergência.

Sinais e sintomas

A bronquiolite geralmente começa parecendo um resfriado e pode evoluir para sintomas respiratórios mais intensos. A seguir, os possíveis sinais e sintomas.

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Sinais de complicações da bronquiolite

Dificuldade intensa para respirar;

Afundamento pela pele das costelas;

Batimento das asas do nariz;

Pausas na respiração.


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A bronquiolite pode começar como um simples resfriado. Por isso, é importante observar se, depois dos primeiros dias, a criança começa a respirar mais rapidamente ou apresenta dificuldade para mamar.


O que causa a bronquiolite?

A bronquiolite é causada principalmente por vírus que infectam o sistema respiratório. A seguir, as principais causas dessa doença.

Vírus sincicial respiratório (VSR): É o principal causador apresentado no PDF e infecta as células dos pequenos canais dos pulmões, levando à inflamação e ao inchaço dos bronquíolos.

Secreções respiratórias, como gotículas: Podem transportar o vírus presente nas secreções de uma pessoa infectada para outra pessoa, permitindo que o agente infeccioso alcance as vias respiratórias.

Contato com mãos e objetos contaminados: Pode levar o vírus das superfícies contaminadas até o rosto e, consequentemente, facilitar sua entrada no organismo.

O que faz piorar?

Exposição à fumaça do cigarro: Irrita as vias respiratórias e pode aumentar os sintomas, conforme explicado no próprio PDF.

Contato com pessoas gripadas ou resfriadas: Aumenta a possibilidade de novas exposições aos vírus respiratórios.

Ambientes fechados e aglomerados: Facilitam a transmissão dos vírus entre as pessoas.

Buscando um diagnóstico

É importante procurar um Pediatra, Clínico Geral ou Pneumologista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.

O diagnóstico da bronquiolite é, na maioria das vezes, clínico. O profissional avalia:

Idade da criança: Ajuda a contextualizar o quadro, pois a bronquiolite ocorre principalmente em bebês e crianças menores de 2 anos, com maior risco de formas graves nos bebês mais novos.

Início e evolução dos sintomas: Permitem observar que a bronquiolite geralmente começa parecendo um resfriado e pode evoluir para sintomas respiratórios mais intensos.

Presença de coriza e tosse: São manifestações apresentadas no material entre os sinais que ajudam a caracterizar o quadro de bronquiolite.

Frequência respiratória: Permite observar se a criança está respirando mais rapidamente, manifestação apresentada pelo PDF entre os sinais de maior intensidade do quadro.

Esforço para respirar: Ajuda a identificar a presença de dificuldade respiratória, que aparece nas formas moderada e grave da doença.

Presença de chiado: É um dos sinais respiratórios apresentados no material e também aparece entre as manifestações da bronquiolite moderada.

Em geral, não são necessários exames laboratoriais ou radiografia de tórax para confirmar a bronquiolite quando o quadro é típico.

Em crianças hospitalizadas ou com quadro grave, podem ser utilizados exames para identificar o vírus, incluindo testes moleculares, como o RT-PCR, especialmente quando há indicação epidemiológica ou de vigilância.

Tratamento

Mudanças de estilo de vida

Aumentar a ingestão de água: Ajuda a manter a hidratação da criança durante o período em que está doente.

Oferecer pequenas quantidades de alimentos: Facilita a alimentação quando a criança apresenta dificuldade para se alimentar durante o quadro respiratório.

Garantir repouso e conforto: Favorece o descanso da criança enquanto ela enfrenta a infecção e ajuda a reduzir o desconforto.

Medidas não medicamentosas

Lavar as mãos frequentemente: Reduz a possibilidade de transportar vírus nas mãos e transmiti-los à criança.

Evitar contato do bebê com pessoas gripadas ou resfriadas: Diminui a exposição do bebê a pessoas que podem estar eliminando vírus respiratórios.

Não compartilhar objetos: Evita o compartilhamento de objetos que podem entrar em contato com secreções respiratórias.

Tratamento medicamentoso

Antitérmicos e analgésicos: Podem ser utilizados para aliviar febre e desconforto durante o quadro.

Oxigênio: É utilizado para oferecer suporte à respiração quando a criança apresenta necessidade de oxigenação.

Broncodilatadores: não são utilizados: O PDF informa que os broncodilatadores não são utilizados no tratamento apresentado para a bronquiolite.

Proteção contra o VSR

Atualmente, o SUS possui estratégias específicas para reduzir formas graves causadas pelo VSR.

Vacinação contra VSR na gestação: a vacina é administrada a partir da 28ª semana de gestação e ajuda a transferir anticorpos para o bebê pela placenta.

Nirsevimabe: anticorpo monoclonal utilizado para proteger bebês que apresentam maior risco de doença grave pelo VSR, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Palivizumabe: permanece como estratégia para grupos específicos enquanto ocorre a transição para o nirsevimabe.

O Ministério da Saúde informou, em julho de 2026, que a vacinação contra o VSR durante a gestação esteve associada a uma redução de 52,5% nos casos de SRAG em bebês menores de 6 meses, reforçando a importância da imunização materna.

Onde buscar mais informações?

Ministério da Saúde: “Bronquiolite Viral Aguda”: apresenta informações sobre causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção e sinais de emergência.

“Guia de Manejo Clínico: Bronquiolite Viral Aguda – 2026”: material atualizado sobre avaliação da gravidade, tratamento, prevenção e imunização.

Sociedade Brasileira de Pediatria: conteúdos sobre saúde respiratória infantil e materiais educativos sobre doenças respiratórias frequentes na infância.

Fontes

BRASIL. Ministério da Saúde. Bronquiolite viral aguda. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de manejo clínico: Bronquiolite Viral Aguda. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.

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