Astigmatismo é um problema comum de visão que faz com que os objetos pareçam borrados ou distorcidos em todas as distâncias.
Isso acontece porque a córnea, a parte transparente e curva na frente do olho, ou o cristalino, dentro do olho, tem uma forma irregular.
Em um olho normal, essas partes são redondas, permitindo que a luz se foque corretamente na retina, mas no astigmatismo, elas têm formatos alongados ou assimétricos.
Ter astigmatismo é bastante comum, e se você suspeita que está enfrentando dificuldades visuais, procurar um exame de vista pode ajudar a identificar se precisa de correção e, assim, melhorar sua qualidade de visão.
Trata-se de um problema comum de visão que afeta cerca de 30% da população mundial, incluindo brasileiros de todas as idades.
Essa condição pode aparecer em crianças, jovens ou adultos, e não tende a piorar com o tempo.
É comum estar associado à miopia ou à hipermetropia.

Astigmatismo não tem relação com assistir TV de perto ou forçar a visão. Ele geralmente tem origem genética. Assim como a miopia (dificuldade em ver longe) e a hipermetropia (dificuldade de ver de perto).
O astigmatismo corneano acontece quando a curvatura da córnea, que é a parte transparente na frente do olho, está irregular. A luz que entra no olho não é focada corretamente.
Esse tipo ocorre devido a uma irregularidade no cristalino, que é uma estrutura interna do olho responsável por focar a luz. Assim como no astigmatismo corneano, isso interfere na nitidez da visão.
O astigmatismo miópico combina características do astigmatismo com miopia. Nesse caso, causa dificuldade para enxergar objetos à distância e também pode ocorrer visão distorcida.
Nesse caso, o astigmatismo está combinado com hipermetropia. Isso significa que objetos próximos podem parecer embaçados, além de distorção na visão.
Os sinais e sintomas do astigmatismo variam conforme o grau da alteração visual e podem interferir nas atividades do dia a dia. Abaixo, estão os principais:

O astigmatismo pode ter diferentes origens relacionadas ao formato da córnea ou do cristalino, que alteram a forma como a luz é focalizada nos olhos. Abaixo, seguem as possíveis causas:
Curvatura irregular da córnea: A irregularidade da córnea altera a forma como a luz é desviada e focalizada no olho, contribuindo para a visão borrada ou distorcida.
Traumas ou cirurgias oculares: Lesões oculares ou determinadas cirurgias podem alterar a forma da córnea e estar relacionadas ao desenvolvimento de astigmatismo.
Predisposição genética: Fatores hereditários estão relacionados ao astigmatismo, e algumas pessoas já nascem com a condição.
Permanecer muito tempo em atividades visuais sem pausas: Esse hábito pode aumentar o esforço visual e contribuir para sintomas como cansaço ocular e dor de cabeça, especialmente em pessoas com erros refrativos.
Iluminação inadequada durante leitura ou uso de telas: Condições inadequadas de iluminação podem aumentar o desconforto e o esforço visual durante atividades de perto.
Não usar os óculos ou lentes de contato prescritos: Óculos e lentes de contato são formas de correção do astigmatismo e ajudam a proporcionar uma visão mais nítida quando prescritos adequadamente.
Grau desatualizado: Uma correção que não acompanha a necessidade visual atual pode deixar sintomas de erro refrativo, como visão borrada e esforço visual, sem correção adequada.
É importante procurar um oftalmologista que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
Identificação de sintomas como visão borrada ou dificuldade para enxergar de longe e de perto indica possíveis sinais da condição.
Histórico de uso de óculos ou lentes de contato pode mostrar alterações anteriores na visão.
Informações sobre casos familiares ajudam a determinar fatores genéticos associados ao astigmatismo.
Topografia corneana permite uma análise detalhada da forma e curvatura da córnea.
A ceratometria mede o grau de astigmatismo para melhor adaptação dos óculos ou lentes.
Exames adicionais podem ser realizados em casos mais complexos para planejamento de tratamentos específicos.
Proteger os olhos contra traumas: A proteção dos olhos ajuda a reduzir o risco de lesões oculares, que podem estar relacionadas ao desenvolvimento de astigmatismo.
Manter boa iluminação para leitura: Uma iluminação adequada pode ajudar a reduzir o esforço visual durante atividades de leitura e uso de telas.
Fazer pausas durante o uso de telas: Pausas durante o uso prolongado de telas podem reduzir o esforço e o desconforto visual.
Uso de óculos com lentes: As lentes dos óculos corrigem o erro refrativo, ajudando a luz a ser focalizada de forma adequada e proporcionando visão mais clara.
Cirurgia refrativa a laser: A cirurgia refrativa pode modificar o formato da córnea para ajudar a corrigir o astigmatismo e melhorar a focalização da luz.
Realizar consultas oftalmológicas: As consultas permitem avaliar a visão, verificar a necessidade de correção e acompanhar as condições oculares.
O astigmatismo não é tratado com medicamentos, pois não existem colírios ou remédios que corrijam a curvatura da córnea ou do cristalino.
Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO): Informações seguras, cartilhas e campanhas educativas sobre saúde ocular. O PDF não apresenta endereço eletrônico associado ao item.
Hospital de Olhos de São Paulo (HOSP): Conteúdos sobre astigmatismo, outros erros refrativos e opções de tratamento. O PDF não apresenta endereço eletrônico associado ao item.
“Sight: The Story of Vision” (2016): Documentário sobre a história da visão, erros refrativos e as tecnologias que transformaram o cuidado ocular.
“Saúde dos Olhos – Como Cuidar da Sua Visão”, de Dr. Leôncio Queiroz Neto: Guia prático sobre visão e prevenção de problemas oftalmológicos.
Fontes:
ZADNIK, K. et al. The prevalence of astigmatism in the United States population: The NEI Eye Disease Prevalence Research Group. Ophthalmology, v. 128, n. 2, p. 187-195, 2021.
HASHEMI, H. et al. Global prevalence of astigmatism in children: A systematic review and meta-analysis. PLOS ONE, v. 15, n. 1, e0227809, 2020.
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