A asma é uma doença em que os brônquios, responsáveis por levar o ar até os pulmões, permanecem inflamados e sensíveis. Essa inflamação torna as vias respiratórias mais estreitas, dificultando a passagem do ar, especialmente durante a expiração.

Como a asma funciona no organismo?
Na asma, três processos acontecem ao mesmo tempo:
Inflamação: a parede dos brônquios fica inchada e irritada.
Broncoconstrição: os músculos ao redor se contraem, apertando ainda mais as vias aéreas.
Produção de muco: há aumento de secreção que “atrapalha” a passagem do ar.
Mesmo quando a pessoa está sem sintomas, a inflamação não desaparece completamente.
Isso significa que a asma é uma doença contínua, e não apenas episódios isolados de falta de ar.
As vias aéreas da pessoa asmática reagem de forma “exagerada” a estímulos como poeira, ácaros, fumaça, ar frio, infecções respiratórias e cheiros fortes, o que pode aumentar rapidamente a inflamação e desencadear crises asmáticas.
A asma é uma doença respiratória crônica comum que afeta cerca de 10% da população brasileira. Ela pode surgir em qualquer idade, porém é mais frequente na infância.
Estima-se que aproximadamente 20% das crianças possam apresentar asma, enquanto entre os adultos a prevalência é menor, em torno de 5%.
Além disso, o controle de fatores que agravam a condição, como poeira e poluição, é fundamental para reduzir crises e melhorar a qualidade de vida das pessoas asmáticas.
É o tipo mais comum e ocorre quando o sistema imunológico reage a substâncias como poeira, ácaros, pólen, mofo e pelos de animais. Geralmente está associada a outras alergias, como rinite, e pode começar ainda na infância.
Não está relacionada diretamente a alergias. Nesse caso, as crises são desencadeadas por fatores como poluição, fumaça, infecções respiratórias, mudanças de temperatura ou odores fortes. É mais comum surgir na vida adulta.
Ocorre devido à exposição frequente a substâncias irritantes no ambiente de trabalho, como produtos químicos, poeiras industriais, gases ou vapores.
É desencadeada durante ou após atividades físicas, especialmente em ambientes frios ou secos.
Os sintomas podem variar de intensidade ao longo do tempo, aparecendo de forma leve, moderada ou mais intensa, dependendo do controle da doença. Esses são alguns dos sinais e sintomas mais comuns:

A asma pode surgir a partir da combinação de fatores genéticos e ambientais, que tornam as vias respiratórias mais sensíveis. Além disso, existem situações e exposições do dia a dia que podem desencadear ou agravar os sintomas.
Alergias: Em pessoas sensibilizadas, os alérgenos podem desencadear sintomas e exacerbações da asma.
Poluição: A exposição à poluição do ar pode contribuir para o agravamento dos sintomas e aumentar o risco de exacerbações.
Irritantes (produtos químicos e fumaça): A exposição à fumaça e a substâncias químicas irritantes pode piorar o controle da asma e favorecer sintomas e exacerbações.
Fatores genéticos: A predisposição genética participa do desenvolvimento da asma em interação com fatores ambientais.
Infecções respiratórias: Infecções respiratórias, especialmente virais, podem desencadear ou agravar sintomas e exacerbações da asma.
Ácaros e poeira: Ácaros e poeira podem atuar como alérgenos e desencadear sintomas em pessoas sensibilizadas.
Clima frio: O ar frio e as mudanças climáticas podem desencadear ou agravar sintomas da asma.
Falta de tratamento adequado: O controle inadequado da asma, incluindo tratamento insuficiente ou uso inadequado, está associado a maior risco de piora e exacerbações.
Estresse: O estresse emocional pode contribuir para o agravamento dos sintomas e para exacerbações em pessoas com asma.
O diagnóstico deve ser feito por médico pneumologista ou alergista e inclui:
O profissional conversa com o paciente para avaliar sintomas, frequência das crises, histórico familiar e possíveis desencadeantes.
Avaliação dos pulmões com estetoscópio para identificar chiado e sinais de dificuldade respiratória.
Hemograma completo: Avalia células do sangue, podendo indicar inflamação (eosinófilos elevados).
Dosagem de IgE (Imunoglobulina E): Mede anticorpos ligados a alergias, geralmente aumentados na asma alérgica.
Testes alérgicos (IgE específica ou teste cutâneo): Identificam substâncias que desencadeiam crises.
Gasometria arterial: Avalia os níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue em casos mais graves.
Manter uma alimentação saudável: A alimentação saudável integra as estratégias de cuidado não medicamentoso e de saúde geral consideradas no manejo da asma.
Evitar tabagismo e ambientes com fumaça: A exposição ao tabaco está associada a pior controle da asma e maior risco de exacerbações; evitar fumaça reduz essa exposição.
Controlar o estresse: O estresse emocional pode agravar os sintomas em algumas pessoas com asma, e estratégias para lidar com ele podem fazer parte do cuidado.
Praticar atividades físicas com orientação: A atividade física regular traz benefícios gerais à saúde e pode contribuir para melhora discreta do controle dos sintomas e da função pulmonar em algumas pessoas com asma.
Manter o ambiente limpo e livre de poeira: A redução da exposição a poeira, alérgenos e outros poluentes ambientais pode ajudar no controle da asma, especialmente quando há sensibilização.
Evitar contato com alérgenos: Em pessoas sensibilizadas, reduzir a exposição a alérgenos pode contribuir para diminuir a exposição a fatores que desencadeiam sintomas; a indicação depende da sensibilização individual.
Uso de filtros de ar, quando necessário: Filtros de ar podem reduzir a exposição a partículas finas, embora as evidências não mostrem efeito consistente sobre os desfechos da asma.
Corticoides inalatórios (controle da inflamação): Os corticoides inalatórios atuam sobre a inflamação das vias aéreas e fazem parte da base do tratamento controlador da asma.
Broncodilatadores (alívio rápido da falta de ar): Os broncodilatadores relaxam a musculatura das vias aéreas, contribuindo para aliviar rapidamente a obstrução e a falta de ar.
Medicamentos de uso contínuo para prevenir crises: Os medicamentos de controle contínuo têm como finalidade manter a doença controlada e reduzir o risco de exacerbações.
GINA – Global Initiative for Asthma: Guia global de manejo da asma, com atualizações anuais e orientações para profissionais e pacientes. Acesse aqui.
SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia: Informações atualizadas sobre prevenção, diagnóstico e tratamentos da asma. Acesse aqui.
Podcast – Hospital Universitário da USP (Asma Grave): Conteúdo educativo voltado para o manejo da asma grave, especialmente em situações de emergência. O episódio explica, de forma didática, o passo a passo do atendimento durante uma crise asmática, incluindo uso de broncodilatadores, corticoides e suporte ventilatório. Acesse aqui.
Fontes:
Brasil. Ministério da Saúde. Diretrizes para o Manejo da Asma na Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
Cruz, Áurea F. L. da et al. Panorama da asma no Brasil: prevalência, controle e acesso a tratamento. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 49, n. 1, p. 1–12, 2023. DOI: 10.36416/1806-3756/e20220215.
Ribeiro, M. et al. Impacto da educação em saúde na adesão ao tratamento da asma: revisão integrativa. Revista Ciência & Saúde, v. 15, n. 3, p. 45–52, 2022.
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