Anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma preocupação intensa com o peso do corpo e a forma física, levando à restrição alimentar severa e perda de peso significativa.
Pessoas que têm anorexia têm um medo muito grande de ganhar peso e uma imagem corporal distorcida, o que as leva a verem-se como com sobrepeso mesmo quando estão perigosamente abaixo do peso.
Essa condição é mais comum em adolescentes e adultos jovens, especialmente do sexo feminino, embora possa afetar pessoas de qualquer gênero ou idade.
A anorexia nervosa não se limita apenas a comer pouco, podendo incluir exercícios físicos excessivos e uso de laxantes ou diuréticos.
Estudos indicam que a prevalência pode chegar a até 4% entre mulheres e 0,3% entre homens.
No Brasil, estima-se que cerca de 1% da população seja afetada pela condição ao longo da vida.
Além disso, 1 em cada 5 jovens brasileiros entre 6 e 18 anos apresenta sintomas de transtornos alimentares, incluindo anorexia, bulimia e compulsão alimentar.
Entre adolescentes, a situação é ainda mais preocupante em nossa sociedade: cerca de 15,6% das meninas entre 10 e 19 anos apresentam sintomas associados à anorexia, como insatisfação com o corpo e comportamentos alimentares restritivos.

Entre adolescentes, a situação é ainda mais preocupante em nossa sociedade: cerca de 15,6% das meninas entre 10 e 19 anos apresentam sintomas associados à anorexia, como insatisfação com o corpo e comportamentos alimentares restritivos.
Neste tipo a pessoa limita severamente a quantidade de comida que consome. Ela pode evitar grupos alimentares inteiros, contar calorias obsessivamente e seguir dietas extremamente rígidas. O foco destas pessoas é frequentemente perder peso através da redução da ingestão alimentar.
Nesse tipo, além de restringir o quanto comem, as pessoas podem sofrer episódios de compulsão alimentar, onde consomem grandes quantidades de comida, seguidos de purgação para eliminar as calorias ingeridas. Isso pode incluir vômitos autoinduzidos, uso exagerado de laxantes ou diuréticos. Este tipo combina comportamentos restritivos e purgativos.
Essa condição resulta em desnutrição e problemas de saúde, uma vez que o corpo é privado de nutrientes essenciais necessários para seu bom funcionamento. Os sinais e sintomas comuns são:

Esses sintomas podem variar de pessoa para pessoa e exigem intervenção médica para evitar complicações graves.
A anorexia nervosa é uma condição que tem uma série de causas e fatores de risco. Abaixo, seguem as possíveis causas desta condição:
Fatores genéticos: Fatores genéticos podem contribuir para a vulnerabilidade ao desenvolvimento da anorexia nervosa, em conjunto com fatores ambientais, psicológicos e sociais.
Influências culturais e sociais: Fatores sociais e culturais podem participar da vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos alimentares, em interação com outros fatores.
Problemas psicológicos: Fatores psicológicos podem estar associados ao desenvolvimento e à manutenção da anorexia nervosa e podem ocorrer juntamente com outros problemas de saúde mental.
Traumas: Experiências de vida difíceis ou eventos críticos podem estar associados ao risco de anorexia nervosa em algumas pessoas.
Distúrbios familiares: Histórico familiar de anorexia nervosa e de outros transtornos psiquiátricos está associado a maior vulnerabilidade para a condição.
Experiências negativas: Experiências negativas ou eventos de vida difíceis podem atuar como fatores associados ao desenvolvimento da anorexia nervosa.
Isolamento social: O afastamento social pode estar relacionado aos transtornos alimentares e também é considerado um aspecto relevante durante a avaliação clínica.
Pressão social: Pressões sociais relacionadas ao peso e à aparência podem integrar os fatores sociais associados aos transtornos alimentares.
Críticas externas: Comentários e críticas relacionados ao corpo, peso ou alimentação podem integrar fatores sociais associados à vulnerabilidade aos transtornos alimentares.
É importante procurar um médico clínico geral que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
A história clínica avalia os padrões alimentares e a percepção corporal do paciente.
Busca informações sobre distúrbios alimentares ou psiquiátricos na família.
Levanta questões sobre mudanças recentes no peso e hábitos alimentares.
Medição do índice de massa corporal (IMC) e da pressão arterial.
Observa sinais de complicações como pele seca ou problemas cardíacos.
Exames de sangue verificam deficiências nutricionais e eletrólitos.
Exames de imagem podem ser solicitados para avaliar a saúde óssea.
Alimentação consciente: Pode fazer parte da abordagem nutricional, contribuindo para uma alimentação adequada dentro do cuidado multidisciplinar da anorexia nervosa.
Aumentar a exposição social: Pode contribuir para trabalhar aspectos sociais relacionados ao transtorno, incluindo dificuldades de interação e afastamento social abordadas em intervenções psicológicas.
Terapia cognitivo-comportamental: A terapia cognitivo-comportamental para transtornos alimentares trabalha aspectos como alimentação, pensamentos, emoções, imagem corporal e comportamentos relacionados ao transtorno.
Participar de grupos de apoio: Grupos podem oferecer suporte e oportunidades para compartilhar experiências durante o cuidado de pessoas com transtornos alimentares.
Educação nutricional: A educação nutricional integra abordagens multidisciplinares e pode orientar a alimentação e o atendimento das necessidades nutricionais.
Antidepressivos: Medicamentos podem ser utilizados no contexto de sintomas ou condições associadas, mas não devem ser utilizados como tratamento isolado da anorexia nervosa.
Antipsicóticos: Podem ser considerados no contexto clínico individual, mas a medicação não deve ser utilizada como tratamento isolado da anorexia nervosa.
Suplementos vitamínicos: Suplementos multivitamínicos e multiminerais podem fazer parte do cuidado nutricional quando necessário para atender às necessidades nutricionais.
SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) – Discussão sobre anorexia nervosa e tratamento. O PDF não apresenta endereço eletrônico associado a este item.
Ministério da Saúde (Brasil) – Informações oficiais sobre transtornos alimentares e serviços de saúde disponíveis. O PDF não apresenta endereço eletrônico associado a este item.
Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SBP) – Conteúdo técnico e educativo sobre saúde mental. O PDF não apresenta endereço eletrônico associado a este item.
Fome de Viver – Explora histórias de pessoas que enfrentam transtornos alimentares, disponível em plataformas de streaming.
Fontes:
VAN EEDEN, Annelies E.; VAN HOEKEN, Daphne; HOEK, Hans W. Incidence, prevalence and mortality of anorexia nervosa and bulimia nervosa. Current opinion in psychiatry, v. 34, n. 6, p. 515-524, 2021.
SILVA, J. P.; OLIVEIRA, M. R. Complicações clínicas da anorexia nervosa: uma revisão. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 40, n. 2, p. 123-130, 2021.
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