Primeiramente, é interessante sabermos um pouco sobre demência. Os médicos usam esse termo para falar sobre um problema no cérebro que dificulta a vida diária da pessoa.
Esse problema, pode trazer tanto alterações na parte da memória, onde geralmente a memória de curto prazo é mais afetada, preservando a memória para coisas antigas; quanto, em fases mais avançadas, atrapalhar a realização de atividades simples, como se vestir, tomar banho ou cozinhar.
Nem todo esquecimento é normal: atenção aos sinais e sintomas!!
Os sinais de demência podem ser diferentes em cada pessoa, mas os mais comuns são esquecimentos frequentes, mudanças de humor, dificuldade para andar, falar ou se localizar. Existem várias causas para a demência, e o Alzheimer é uma das mais conhecidas.
Assim, o Alzheimer se refere a uma desordem neurodegenerativa progressiva que se manifesta clinicamente por uma deterioração cognitiva gradual, o que significa que seus sintomas pioram com o tempo.
O Alzheimer é mais comum em pessoas acima de 65 anos;
No mundo, cerca de 55 milhões de pessoas vivem com alguma forma de demência, e o Alzheimer representa 60% a 70% dos casos;
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com demência, totalizando aproximadamente 2,71 milhões de casos no país.

No começo, o Alzheimer costuma afetar uma parte do cérebro chamada hipocampo e outra chamada córtex entorrinal, que são muito importantes para guardar memórias.
Com o tempo, mais células do cérebro vão morrendo, e outras regiões passam a ser afetadas, fazendo o cérebro diminuir de tamanho.
Aparece antes dos 65 anos, geralmente entre 40 e 60 anos. Esse tipo é mais raro, representando cerca de 5% a 10% dos casos. Em casos raros, pode ser hereditário, passando de pais para filhos. Os sintomas podem incluir perda de memória e dificuldade em realizar tarefas habituais.
Esse tipo é mais comum e acontece geralmente depois dos 65 anos. Cerca de 90% dos casos se enquadram nessa categoria. Os fatores de risco incluem idade avançada e histórico familiar, e os sintomas surgem lentamente, como esquecer informações e confundir nomes ou datas.
A evolução da doença é dividida em três fases principais: leve, moderada e severa. Cada fase afeta o paciente de maneira diferente, impactando a memória, o comportamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia.
É o estágio inicial da doença. Nesta fase, os sintomas são mais sutis e podem ser confundidos com o envelhecimento normal, tornando o diagnóstico mais difícil.
Nesta fase, os sintomas se tornam mais evidentes e passam a afetar significativamente a vida do paciente e de seus familiares.
Nesta etapa, o cérebro sofre danos generalizados, e o paciente perde quase completamente a capacidade de se comunicar e se movimentar.
Os sintomas do Alzheimer normalmente variam de pessoa para pessoa, mas o comum para todos os tipos é uma perda gradativa de memória e mudanças no comportamento, impactando a vida diária.

A memória é a capacidade do nosso cérebro de guardar, lembrar e recuperar informações. É como se fosse um arquivo de informações que usamos para lembrar coisas que aconteceram, aprender algo novo ou até realizar atividades do dia a dia.
A memória não fica guardada em um único lugar no cérebro, mas em várias partes ao mesmo tempo.
Embora a causa da doença não seja completamente compreendida, alguns fatores são considerados contribuintes, como:

O que faz piorar?
Idade;
Genética e histórico familiar;
Doenças cardiovasculares.
As alterações cerebrais podem começar 15 a 20 anos antes dos primeiros esquecimentos perceptíveis.
É importante procurar um neurologistas, psiquiatras e geriatras que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.
O diagnóstico precoce é essencial para planejar intervenções que podem atrasar a progressão da condição e melhorar a qualidade de vida do paciente e seus familiares.
Coleta de informações sobre alterações de memória e dificuldades em atividades;
A evolução dos sintomas relatada por familiares ou cuidadores;
Histórico familiar de Alzheimer e fatores de risco como idade e doenças crônicas.
Imagens, como tomografia ou ressonância magnética;
Testes de rastreamento cognitivo, como o Mini Exame do Estado Mental;
Exame motor e sensorial pode ser realizado para identificar alterações neurológicas associadas;
Avaliação da coordenação e reflexos ajuda a excluir outras condições neurológicas.



ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer) – oferece materiais educativos, suporte a familiares e informações sobre pesquisas; Acesse aqui.
Ministério da Saúde do Brasil – traz informações sobre sintomas, diagnóstico e políticas públicas voltadas à doença. Acesse aqui.
"Para Sempre Alice" (2014) – filme baseado no livro de Lisa Genova, retrata o impacto da doença em uma professora universitária;
"Longe Dela" (2006) – aborda a progressão do Alzheimer e as mudanças na vida de um casal.
Fontes:
Brasil. Ministério da Saúde. "Conhecer a demência, conhecer o Alzheimer: o poder do conhecimento" – Setembro, Mês Mundial do Alzheimer, 2024.
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). "O mundo não está conseguindo enfrentar o desafio da demência", 2024.
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