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Alzheimer

Sinais, causas e tratamentos que fazem a diferença.

Editora: Vanessa MirandaRevisão técnica: Diogo Strauch Ribeiro, Médico Clínico Geral — CRM 5293516-6

O que é o Alzheimer?

Primeiramente, é interessante sabermos um pouco sobre demência. Os médicos usam esse termo para falar sobre um problema no cérebro que dificulta a vida diária da pessoa.

Esse problema, pode trazer tanto alterações na parte da memória, onde geralmente a memória de curto prazo é mais afetada, preservando a memória para coisas antigas; quanto, em fases mais avançadas, atrapalhar a realização de atividades simples, como se vestir, tomar banho ou cozinhar.

Nem todo esquecimento é normal: atenção aos sinais e sintomas!!

Os sinais de demência podem ser diferentes em cada pessoa, mas os mais comuns são esquecimentos frequentes, mudanças de humor, dificuldade para andar, falar ou se localizar. Existem várias causas para a demência, e o Alzheimer é uma das mais conhecidas.

Assim, o Alzheimer se refere a uma desordem neurodegenerativa progressiva que se manifesta clinicamente por uma deterioração cognitiva gradual, o que significa que seus sintomas pioram com o tempo.

Número de pessoas afetadas

O Alzheimer é mais comum em pessoas acima de 65 anos;

No mundo, cerca de 55 milhões de pessoas vivem com alguma forma de demência, e o Alzheimer representa 60% a 70% dos casos;

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com demência, totalizando aproximadamente 2,71 milhões de casos no país.


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No começo, o Alzheimer costuma afetar uma parte do cérebro chamada hipocampo e outra chamada córtex entorrinal, que são muito importantes para guardar memórias.

Com o tempo, mais células do cérebro vão morrendo, e outras regiões passam a ser afetadas, fazendo o cérebro diminuir de tamanho.


Classificação do Alzheimer

Doença de Alzheimer de Início Precoce

Aparece antes dos 65 anos, geralmente entre 40 e 60 anos. Esse tipo é mais raro, representando cerca de 5% a 10% dos casos. Em casos raros, pode ser hereditário, passando de pais para filhos. Os sintomas podem incluir perda de memória e dificuldade em realizar tarefas habituais.

Doença de Alzheimer de Início Tardio

Esse tipo é mais comum e acontece geralmente depois dos 65 anos. Cerca de 90% dos casos se enquadram nessa categoria. Os fatores de risco incluem idade avançada e histórico familiar, e os sintomas surgem lentamente, como esquecer informações e confundir nomes ou datas.

Fases da evolução da doença

A evolução da doença é dividida em três fases principais: leve, moderada e severa. Cada fase afeta o paciente de maneira diferente, impactando a memória, o comportamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia.

Alzheimer leve

É o estágio inicial da doença. Nesta fase, os sintomas são mais sutis e podem ser confundidos com o envelhecimento normal, tornando o diagnóstico mais difícil.

Alzheimer moderado

Nesta fase, os sintomas se tornam mais evidentes e passam a afetar significativamente a vida do paciente e de seus familiares.

Alzheimer severo ou avançado

Nesta etapa, o cérebro sofre danos generalizados, e o paciente perde quase completamente a capacidade de se comunicar e se movimentar.

Sinais e sintomas

Os sintomas do Alzheimer normalmente variam de pessoa para pessoa, mas o comum para todos os tipos é uma perda gradativa de memória e mudanças no comportamento, impactando a vida diária.

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A memória é a capacidade do nosso cérebro de guardar, lembrar e recuperar informações. É como se fosse um arquivo de informações que usamos para lembrar coisas que aconteceram, aprender algo novo ou até realizar atividades do dia a dia.

A memória não fica guardada em um único lugar no cérebro, mas em várias partes ao mesmo tempo.

O que causa o Alzheimer?

Embora a causa da doença não seja completamente compreendida, alguns fatores são considerados contribuintes, como:

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O que faz piorar?

Idade;

Genética e histórico familiar;

Doenças cardiovasculares.

As alterações cerebrais podem começar 15 a 20 anos antes dos primeiros esquecimentos perceptíveis.

Buscando um diagnóstico

É importante procurar um neurologistas, psiquiatras e geriatras que realizará a avaliação considerando a história do paciente e os exames físicos e laboratoriais.

O diagnóstico precoce é essencial para planejar intervenções que podem atrasar a progressão da condição e melhorar a qualidade de vida do paciente e seus familiares.

História clínica

Coleta de informações sobre alterações de memória e dificuldades em atividades;

A evolução dos sintomas relatada por familiares ou cuidadores;

Histórico familiar de Alzheimer e fatores de risco como idade e doenças crônicas.

Exames complementares

Imagens, como tomografia ou ressonância magnética;

Testes de rastreamento cognitivo, como o Mini Exame do Estado Mental;

Exame motor e sensorial pode ser realizado para identificar alterações neurológicas associadas;

Avaliação da coordenação e reflexos ajuda a excluir outras condições neurológicas.

Tratamento

Mudanças de estilo de vida

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Medidas não medicamentosas

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Tratamento medicamentoso

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Onde buscar mais informações?

Sites importantes

ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer) – oferece materiais educativos, suporte a familiares e informações sobre pesquisas; Acesse aqui.

Ministério da Saúde do Brasil – traz informações sobre sintomas, diagnóstico e políticas públicas voltadas à doença. Acesse aqui.

Livros/documentos orientativos

"Para Sempre Alice" (2014) – filme baseado no livro de Lisa Genova, retrata o impacto da doença em uma professora universitária;

"Longe Dela" (2006) – aborda a progressão do Alzheimer e as mudanças na vida de um casal.

Fontes:

Brasil. Ministério da Saúde. "Conhecer a demência, conhecer o Alzheimer: o poder do conhecimento" – Setembro, Mês Mundial do Alzheimer, 2024.

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). "O mundo não está conseguindo enfrentar o desafio da demência", 2024.

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