A alopecia androgenética, também conhecida como calvície de padrão masculino ou feminino, é uma condição caracterizada pela redução progressiva do tamanho e da espessura dos fios de cabelo.
Ela ocorre principalmente porque determinados folículos pilosos, estruturas responsáveis pela produção dos fios, apresentam maior sensibilidade aos hormônios chamados andrógenos.

Entendendo como a doença acontece:
Em pessoas que têm predisposição genética, alguns folículos são mais sensíveis a um hormônio chamado di-hidrotestosterona (DHT).
Quando a DHT age sobre esses folículos, eles passam por um processo chamado miniaturização folicular.

Isso significa que o folículo vai ficando menor e, como consequência, o fio produzido também fica cada vez mais fino, curto e frágil.
Na alopecia androgenética a frequência aumenta com a idade e pode apresentar diferentes padrões de distribuição entre os sexos.
Nos homens, a condição pode começar ainda na adolescência ou no início da vida adulta e sua frequência aumenta progressivamente ao longo dos anos.

Quem é mais afetado?
Existe maior preocupação:
Com histórico familiar de calvície; O histórico familiar está relacionado à predisposição genética para a alopecia androgenética.
Com idade mais avançada; A frequência da alopecia androgenética aumenta com a idade, tornando esse fator associado a maior ocorrência da condição.
Geneticamente predispostas à sensibilidade aos andrógenos; A sensibilidade dos folículos aos andrógenos participa do processo de miniaturização folicular característico da condição.
Com determinadas alterações hormonais; Os hormônios participam da regulação do ciclo de crescimento dos cabelos, e alterações hormonais podem estar relacionadas a diferentes formas de perda capilar.
Recuo gradual da linha frontal;
Formação de entradas;
Afinamento na região superior da cabeça;
Rarefação no vértice, região localizada no topo posterior do couro cabeludo;
Progressão da área de calvície.

A classificação de Norwood-Hamilton pode ser utilizada por profissionais para descrever o grau e o padrão da perda de cabelo masculina.
O afinamento difuso na região superior do couro cabeludo, com preservação relativa da linha frontal. Pode ocorrer:
Aumento da largura da risca central;
Redução do volume no topo da cabeça;
Rarefação progressiva;
Couro cabeludo mais visível.

A classificação de Ludwig pode ser utilizada para descrever diferentes graus do padrão de rarefação feminina.
A principal manifestação é a perda progressiva de cabelo, geralmente sem inflamação ou dor no couro cabeludo. Os sinais podem incluir:

Como prevenir?
Não existe uma forma garantida de prevenir a alopecia androgenética porque a predisposição genética é um dos principais fatores envolvidos. Entretanto, algumas medidas podem contribuir para preservar a saúde dos cabelos:
Identificar e tratar deficiências nutricionais;
Evitar tração excessiva dos cabelos;
Reduzir procedimentos químicos agressivos;
Evitar calor excessivo diretamente nos fios.
A alopecia androgenética resulta principalmente da combinação de predisposição genética e influência hormonal sobre os folículos capilares. A seguir, as principais causas e condições relacionadas ao surgimento da doença.
Predisposição genética: A condição apresenta forte componente hereditário, e diferentes fatores genéticos influenciam a sensibilidade dos folículos aos andrógenos.
Ação dos hormônios andrógenos: Os andrógenos, especialmente a DHT, atuam sobre folículos geneticamente sensíveis e participam da miniaturização progressiva dos folículos.
Miniaturização dos folículo: A redução progressiva do tamanho dos folículos faz com que os fios produzidos se tornem progressivamente mais finos e curtos.
O que pode piorar a condição?
Estresse intenso e prolongado: O estresse pode interferir no ciclo de crescimento dos cabelos e está relacionado a mecanismos envolvidos em diferentes formas de queda capilar.
Alterações hormonais: Alterações hormonais podem interferir no ciclo de crescimento dos cabelos e estar relacionadas à perda capilar.
Deficiências nutricionais: Deficiências de nutrientes podem prejudicar o crescimento e a manutenção dos fios e estão associadas a diferentes formas de queda de cabelo.
Doenças da tireoide: Os hormônios da tireoide participam da manutenção e do crescimento dos folículos, e alterações da tireoide podem estar associadas à queda de cabelo.
Anemia e deficiência de ferro: A deficiência de ferro e a anemia podem estar relacionadas à queda de cabelo, especialmente quando há deficiência nutricional associada.
Algumas doenças sistêmicas: Doenças sistêmicas podem interferir no ciclo normal dos cabelos e contribuir para quadros de queda capilar.
O diagnóstico é realizado principalmente por meio de avaliação clínica e exame do couro cabeludo e dos cabelos. Médicos dermatologistas são os mais indicados para avaliar a condição.
Durante a consulta, o profissional pode investigar:
Quando a queda começou;
Se a evolução foi gradual ou repentina;
Regiões do couro cabeludo afetadas;
Histórico familiar;
Uso de medicamentos;
Doenças anteriores.
Dermatoscopia do couro cabeludo: utiliza um equipamento que permite observar os fios e estruturas do couro cabeludo com aumento.
Hemograma: pode ajudar a identificar anemia e outras alterações das células do sangue.
Ferritina: avalia principalmente os estoques de ferro do organismo. A deficiência de ferro pode estar associada a determinados tipos de queda de cabelo.
Evitar procedimentos químicos: Reduzir a exposição a procedimentos químicos agressivos ajuda a diminuir danos ao couro cabeludo e à estrutura dos fios.
Evitar tração constante: A tração repetida pode causar danos aos folículos e contribuir para formas de queda associadas à tensão sobre os cabelos.
Manter higiene adequada: Cuidados adequados com os cabelos ajudam a preservar a saúde dos fios e a reduzir danos durante a rotina de cuidados.
Consumir quantidade adequada de proteínas: Proteínas são importantes para a estrutura e o crescimento dos cabelos, e deficiências nutricionais podem prejudicar a saúde dos fios.
Transplante capilar: O procedimento redistribui unidades foliculares da área doadora para regiões com perda de cabelo, buscando restaurar a cobertura capilar.
Terapia com laser: A terapia com laser de baixa intensidade pode estimular o crescimento dos fios e aumentar a densidade capilar em pessoas com alopecia androgenética.
Microagulhamento: O microagulhamento pode estimular respostas relacionadas ao crescimento dos fios e também pode ser utilizado como estratégia associada a tratamentos tópicos.
Corrigir deficiências nutricionais: A correção de deficiências nutricionais pode contribuir para melhorar condições que prejudicam o crescimento e a manutenção dos cabelos.
Anti-histamínicos: Alguns anti-histamínicos de uso tópico vêm sendo estudados por possíveis efeitos sobre mediadores envolvidos no crescimento dos fios, mas as evidências ainda são limitadas.
Minoxidil: O minoxidil atua sobre o ciclo do folículo e pode favorecer a entrada ou permanência dos fios na fase de crescimento, contribuindo para o aumento do crescimento capilar.
Finasterida: A finasterida reduz a formação de DHT ao inibir a enzima 5-alfa-redutase, interferindo em um dos principais mecanismos envolvidos na alopecia androgenética.
Dutasterida: A dutasterida inibe as enzimas 5-alfa-redutase dos tipos 1 e 2, reduzindo a conversão de testosterona em DHT.
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): informações sobre doenças dos cabelos, couro cabeludo, alopecias, tratamentos e cuidados dermatológicos.
Sociedade Brasileira de Dermatologia: materiais sobre alopecias, com informações para profissionais e população sobre diferentes causas de queda de cabelo.
Ministério da Saúde: informações sobre saúde, alimentação e cuidados gerais.
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): acesso a artigos científicos e documentos técnicos.
Fontes:
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RICHARDSON, Emily M. Minoxidil e finasterida no tratamento da alopecia androgenética: uma revisão. Clinical Dermatology Review, v. 19, n. 1, p. 102-109, 2020.
SHAH, Kiran M. et al. Alopecia androgenética feminina: atualizações sobre diagnóstico e terapêuticas emergentes. Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology, v. 13, n. 4, p. 34-42, 2022.
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